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Dispositivo criado por brasileiros permite fazer exame oftalmológico pelo celular

Da Redação

2010-06-24T15:42:52

24/06/2010 15h42

Pesquisadores brasileiros no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um dispositivo que permite fazer exames oftalmológicos pelo celular. O método é rápido, simples e, o que é melhor: custa entre US$ 1 e US$ 2.

O dispositivo, chamado Netra (Near-Eye Tool for Refractive Assessment), consiste em uma pequena estrutura de plástico que deve ser acoplada à tela do celular. A pessoa olha para o dispositivo, usa as teclas do celular para sobrepor linhas verdes e vermelhas que aparecem na tela. O esquema é repetido oito vezes, em diferentes ângulos, para cada olho. Então, um software do celular informa quais as lentes necessárias para corrigir a visão. Ao todo, o "exame" dura cerca de dois minutos.

O método pode ser útil para ser usado em regiões com pouco acesso aos equipamentos do oftalmologista. A pesquisa do MIT, que contou com 20 pessoas, mostra que os resultados têm precisão comparável ao teste padrão, feito com aquele pesado equipamento cheio de lentes usado nos consultórios.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas sofrem de problemas de refração, como miopia, presbiopia e astigmatismo.

O principal autor do trabalho é Vitor Pamplona, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisador visitante do Media Lab, no MIT. A equipe também conta com o professor visitante Manuel Oliveira, da UFRGS, e o pós-doc Ankit Mohan. A orientação é doprofessor Ramesh Raskar, do MIT.

O dispositivo foi feito a partir de um sistema óptico, desenvolvido no ano passado por um dos membros da equipe, para produzir pequenos códigos de barra. Raskar conta que demonstrou o dispositivo para várias pessoas e, ao mostrar para a esposa, que estava sem óculos, viu que ela não conseguia enxergar as linhas direito. A partir disso, ele percebeu que o dispositivo poderia ser transformado em um teste de visão portátil.

O trabalho será apresentado no mês que vem na conferência anual de computação Siggraph. Os pesquisadores ainda não têm previsão de quando o dispositivo será lançado comercialmente.

 

 

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