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Tempestades solares causam manchas nos polos da Terra

Gráfico mostra fluxo das partículas solares (linhas rosas) e a concentração de plasma na ionosfera (manchas cinzas) - Divulgação
Gráfico mostra fluxo das partículas solares (linhas rosas) e a concentração de plasma na ionosfera (manchas cinzas) Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

30/03/2013 07h00

Uma equipe desvendou a influência do campo magnético da Terra na formação e na evolução de manchas na atmosfera, logo acima das calotas polares, em um novo estudo que ajuda a entender o impacto das tempestades magnéticas no nosso planeta.

É que as explosões solares - que são lançadas durante a ejeção de massa coronal e outras atividades do astro - afetam a comunicação de rádios e o posicionamento de satélites quando as bilhões de partículas entram na ionosfera, a camada mais externa da atmosfera terrestre com alta densidade de plasma e íons. Os resultados foram publicados na revista Science desta semana.

Com dados de satélites de GPS e do radar SuperDARN, o pesquisador Qing-He Zhang e seus colegas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, estudaram os efeitos de uma explosão solar na Terra em setembro de 2011.

Eles descobriram uma relação direta entre a formação das manchas sobre os polos do globo e o fluxo das partículas carregadas na ionosfera, desde a chegada  até o caminho de volta ao Sol.

Quando a magnetosfera é bombardeada pela atividade solar, ela abre pequenos "remendos" na ionosfera e afeta diretamente a distribuição do plasma por lá. Assim, essas partículas densas e carregadas começam a se aglomerar nas áreas acima dos polos e  passam a "sujar" a atmosfera do nosso planeta.