Clique Ciência: Qual é o número estimado de planetas e estrelas no espaço?

Do UOL, em São Paulo

A conta final nem sempre é unânime. Mesmo assim, os números são astronômicos. Segundo estudos de astrofísicos da universidade norte-americana Harvard, existem pelo menos 17 bilhões de planetas parecidos com a Terra apenas na Via Láctea. Se ampliarmos a pesquisa para qualquer tipo de planeta (como os parecidos com os gasosos do Sistema Solar), os astrônomos calculam cerca de 100 bilhões de planetas.

Esses planetas também fazem parte de sistemas solares. Isso quer dizer que, toda vez que você olha para uma estrela, você também está observando os planetas que a orbitam (apesar de não conseguir enxergá-los a olho nu). E, a cada seis estrelas, uma contém um planeta rochoso como a Terra em sua órbita.

Já o número mais aceito de estrelas no Universo é da ordem de 70 sextilhões (10^22). E as estimativas indicam que há cerca de 100 bilhões (10^11) de galáxias. Estrelas e galáxias podem ser facilmente encontradas, já que ambas emitem luz. Os cientistas mais sérios não se atrevem a estipular um número total de planetas no Universo. Isso acontece porque planetas não são facilmente observáveis.

Como não possuem luz própria, são pequenos em relação a outros objetos (como as estrelas que orbitam) e ainda estão muito longe da Terra, fica difícil enxergar planetas dando sopa por aí - até mesmo na Via Láctea.

É por isso que, desde a década de 90 (quando foram descobertos os primeiros planetas fora do Sistema Solar - os exoplanetas) até hoje, apenas 500 deles foram observados.

Para encontrar planetas, é preciso ter um pouco de sorte: normalmente, os que são observados são muito grandes e estão bem perto das estrelas que orbitam. Quando os telescópios observam uma estrela e aparece um ponto negro que "caminha" pela imagem, é a indicação de que um planeta está passando entre a estrela e o telescópio.

Também é possível observar a perturbação da órbita de um astro devido a presença de outro, sem que este seja visualmente detectado.

Cálculo intergaláctico

Observar estrelas e galáxias pode ser mais fácil - só não pense que algum astrônomo maluco ou um computador superpotente saiu contando estrela por estrela ou galáxia por galáxia para para chegar aos números exorbitantes. Os cientistas são ajudados pelas estatísticas.

Para começar o cálculo, os astrônomos escolhem uma área do Universo para observar. Utilizando imagens obtidas por telescópios comuns, eles contam o número de estrelas ou de galáxias encontradas nesta área. A partir daí, entra a estatística para extrapolar o número encontrado na amostra, e encontrar um dado que represente o volume total.

Há pelo menos um consenso quando cientistas contam galáxias: eles concordam com o princípio de que o Universo tem a mesma aparência em qualquer direção que se observa. Isso quer dizer que um observador, em qualquer parte do Universo, vai sempre observar as mesmas propriedades, independentemente da geometria geral dele. 

Consultoria: Sandra dos Anjos, professora do Departamento de Astronomia do  Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas  da USP. Fontes: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics e site kepler.nasa.gov.

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