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Clique Ciência: Como cérebro lida com rejeição após um fora?

Do UOL, em São Paulo

2013-11-26T05:00:00

26/11/2013 05h00

Você alguma vez se surpreendeu com a sua capacidade de recuperar o humor após levar um fora de um paquera? Pois um novo estudo científico explica como somos capazes de dar essa "volta por cima", auxiliados por nossos cérebros.

Segundo pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, um sistema de receptores opioides localizado no cérebro e acionado para liberar substâncias químicas contra dores físicas também entra em ação quando alguém passa por uma situação de rejeição social.

A descoberta é destaque em recente edição do periódico científico Molecular Psychiatry.

Para chegar à afirmação, pesquisadores analisaram imagens dos cérebros de 18 adultos participantes do estudo, obtidas através de ressonância magnética.

Antes de terem seus cérebros escaneados, os participantes observavam imagens de perfis fictícios em sites de namoro, apontando quais mais lhes agradavam.

Na sequência, durante a obtenção das imagens do cérebro, eram avisados pelos cientistas de que os perfis escolhidos não haviam lhes aprovado, recusando uma eventual aproximação.

Neste momento, diz o estudo, pode ser notada a liberação de uma grande quantidade de substâncias químicas no cérebro, em especial em regiões ligadas à percepção de dor física.

Na dor e no prazer

"Este é o primeiro estudo a investigar o funcionamento do cérebro para afirmar que o sistema opioide é ativado durante uma situação de rejeição social", diz, na divulgação do estudo, David T. Hsu, professor de psiquiatria e pesquisador da universidade.

"Ate então, só se sabia que opioides eram liberados durante situações de estresse social e isolamento de animais, mas isso não havia sido mostrado ocorrendo no cérebro humano."

O estudo destaca também que a liberação de opioides ocorreu quando os participantes eram avisados de que algum perfil do site de namoros havia os aprovado —o que sugere que as substâncias sejam liberadas e absorvidas pelo cérebro tanto em situações de diminuição de dor quanto de aumento de prazer.

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