Ambiente

Mistério das crateras: mais um buraco surge na Sibéria

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Siberian Times

    A nova cratera de Yamal foi avistada no distrito de Taz, próximo à vila de Antipayuta, e tem cerca de 15 metros de diâmetro

    A nova cratera de Yamal foi avistada no distrito de Taz, próximo à vila de Antipayuta, e tem cerca de 15 metros de diâmetro

Uma terceira cratera foi descoberta na Sibéria, segundo jornais russos. Embora seja bem menor do que a primeira divulgada em julho, com seus 70 metros de profundidade e 30 metros de diâmetro, a cratera tem formato cônico e abertura de quatro metros de diâmetro, com profundidade estimada entre 60 e 100 metros. A formação está localizada na Península de Taymyr, no distrito de Taz, próximo à vila de Antipayuta, uma das regiões mais remotas da Rússia.

A cratera foi descoberta acidentalmente por pastores de renas que quase caíram no buraco. Uma segunda cratera já havia sido encontrada na região de Yamal, com 15 metros de diâmetro.

De acordo com Mikhail Lapsui, membro do parlamento regional –ou Duma— a cratera parece ser resultado de uma explosão subterrânea. "Eu voei de helicóptero para inspecionar essa cratera", disse ele. "Tem terra do lado de fora nas bordas, como se tivesse sido jogada para fora após uma explosão".

Ele afirmou que, conforme relatos de pastores que moram na área, o buraco teria se formado por volta de 27 de setembro de 2013.

"Observadores dão várias versões sobre a cratera", afirmou ao jornal "Siberian Times". "De acordo com um deles, no começo havia fumaça saindo do buraco, depois havia uma luz forte. Na segunda versão, teria sido o local da queda de um meteoro."

Ainda que menores, as duas crateras são semelhantes em formato à chamada megacratera –e representam um desafio para os cientistas russos.

O primeiro buraco recebeu atenção mundial ao ser avistado por pilotos de helicóptero a 32 km de uma usina de gás em Bovanenkov. Localizada na província de Yamal, que na língua local significa "fim do mundo", a cratera já ficou conhecida como o "buraco do fim do mundo".

"As teorias [do surgimento da cratera] vão de meteoritos, mísseis até um coquetel explosivo de gás metano que teria levado a uma explosão", reportou o jornal Siberian Times.

Anna Kurchatova, do Centro de Pesquisa Científica do Sub-Ártico, acha que a cratera foi formada por uma mistura de água, sal e gás, capaz de causar uma explosão subterrânea, provavelmente ocasionada pelo aquecimento global.

Amostras do solo e de gelo encontradas na cratera foram levadas para laboratórios. Segundo os pesquisadores, a cratera surgiu há relativamente pouco tempo, talvez um ou dois anos.

A cientista chefe do Instituto Criosfera da Terra, Marina Leibman, disse ao site URA.RU: "Já me falaram dessa segunda cratera em Yamal, e vi algumas fotos."

"Sem dúvida, precisamos estudar todas as formações, até para prever a sua ocorrência. Cada nova cratera oferece informação adicional para os cientistas", disse.
 

 

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