Nasa diz que tripulação está a salvo após disparo de alarme na ISS

Do UOL, em São Paulo

Os seis astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional) estão a salvo e se refugiaram no segmento russo depois de um disparo de um alarme no lado americano da estação, anunciou a Nasa (agência espacial americana), nesta quarta-feira (14).

Em um comunicado, a agência afirma que os controladores de voo do Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, observaram um aumento da pressão no circuito de resfriamento. Em seguida, outro aumento de pressão na cabine, que pode ser indicativo de um vazamento de amônia no pior cenário, foi observado.

Para evitar acidentes, a Nasa optou por enviar a tripulação para o segmento russo da ISS, enquanto as equipes avaliam a situação. Alguns equipamentos do segmento americano foram desligados.

James Kelly, da Nasa, afirmou ao comandante da Expedição 42, Barry Wilmore, que os controladores de voo ainda analisam os dados, pois não se sabe se o alarme foi acionado por um vazamento, um sensor defeituoso ou problema em um computador que envia os dados e comandos aos vários sistemas da estação.

A princípio, a Roscosmos (agência espacial russa) tinha anunciado um vazamento de amônia, um gás incolor que pode causar queimaduras nos olhos e pulmões.

Reparar o vazamento poderia, segundo um representante do centro de controle russo, necessitar uma saída no espaço, mas não a evacuação de toda a tripulação.

"A situação é complicada, mas está sob controle. Tais vazamentos já aconteceram no passado", acrescentou o responsável.

Este incidente pode atrasar o retorno à Terra da cápsula Dragon da SpaceX que abasteceu a estação no início desta semana.

Cooperação

A ISS é um dos raros domínios da cooperação russo-americana que não sofreu com a degradação das relações entre os dois países com a crise na Ucrânia, que fez com que os ocidentais adotassem sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia.

No entanto, Moscou anunciou na terça-feira (13) que decidirá na primavera (no hemisfério norte) se irá manter as atividades da ISS além de 2020, como desejam os americanos.

A Rússia fornece à estação seu principal módulo, onde se situam os motores-foguetes, e os foguetes russos Soyouz são desde o fim das atividades das naves espaciais americanas o único meio de se chegar e de repatriar a tripulação da ISS.

Dezesseis países participam da ISS, posto avançado e laboratório espacial colocado em órbita em 1998 que custou 100 bilhões de dólares, financiados principalmente pela Rússia e pelos Estados Unidos.

(Com agências internacionais)

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