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Clique Ciência: Qual é a menor partícula do mundo?

CERN
Imagem: CERN

Cintia Baio

Colaboração para o UOL

2015-11-05T06:00:00

05/11/2015 06h00

A resposta para a pergunta acima parece ser fácil. Somos feitos de pequenas moléculas, que são feitas de átomos, que são feitos de pequenas partículas como prótons, nêutrons e elétrons. Portanto, não existe nada menor que isso, certo? Errado.

Na década de 50 e 60, os cientistas descobriram a existência de partículas ainda menores e indivisíveis que foram batizadas de partículas elementares (ou fundamentais), como os quarks, neutrinos e bósons.

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Fazendo uma analogia com a construção, as partículas elementares seriam os menores ingredientes utilizados para construir determinada matéria.

As partículas elementares são tão pequenas que não é possível identificar o seu real tamanho. "Elas não possuem estrutura interna. Portanto, são pontuais, ou seja, podem ser descritas como um ponto no sentido matemático, mas têm tamanho nulo", explica o professor Rogerio Rosenfeld, do instituto de Física Teórica da Unesp.

Assim, voltando ao átomo, sabemos que ele é composto de prótons, elétrons e nêutrons. Já os prótons e os nêutrons são compostos por tijolos, chamados de quark.

"Se formos pensar no nosso dia a dia, nas coisas que são feitas na natureza e fazendo essa analogia com a construção civil, o que temos são os elétrons e os quarks como os menores tijolos usados na construção do mundo”, diz o professor Alexandre Suaide, do departamento de Física Nuclear da USP (Universidade de São Paulo). "É claro que temos também os cimentos que colam esses tijolos, que são os fótons e glúons."

Partículas ainda menores

Os físicos, no entanto, não estão satisfeitos e continuam buscando partículas ainda menores.

Para isso, usam os chamados aceleradores de partículas, parecidos como enormes túneis. Dentro deles, as partículas são aceleradas a super velocidades e durante o trajeto chocam-se contra obstáculos e umas com as outras, como se fossem carros em alta velocidade colocados em rota de colisão.

O objetivo dos aceleradores, entre outros, é tentar quebrar as partículas e descobrir se as elementares podem se dividir em pedaços ainda menores.

Foi dessa maneira que os cientistas descobriram, por exemplo, que os nêutrons e os prótons eram formados por quarks. Mas, por enquanto, todas as tentativas de dividir quarks ou elétrons falharam.

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