Cientistas regeneram coração de primata com transplante de célula-tronco

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

    Macaca fascicularis, conhecida também como macaco-cinomolgo, foi usada em estudo

    Macaca fascicularis, conhecida também como macaco-cinomolgo, foi usada em estudo

Um estudo publicado nesta segunda-feira (6) na revista Nature aponta para mais um avanço em pesquisas com células-tronco. Um grupo de cientistas anunciou que conseguiu com sucesso regenerar o coração de um primata não humano utilizando terapia com células-tronco.

No estudo, os cientistas afirmaram que células do músculo cardíaco (cardiomiócitos) derivadas de células-tronco pluripotentes de um primata podem ser usadas em corações danificados, como por um infarto. Para o estudo, foi utilizada a Macaca fascicularis, conhecida também como macaco-cinomolgo.

As células transplantadas se integraram eletricamente com os cardiomiócitos do receptor e melhoraram a habilidade do coração danificado a se contrair, sem sinais de rejeição do sistema imunológico.

O grande benefício deste estudo foi mostrar que podem ser usadas células-tronco de um doador, embora seja melhor usar células próprias do receptor.

A dificuldade em utilizar um doador é a possibilidade de rejeição do sistema imunológico. Para superar este problema, os cientistas recorreram a uma combinação da proteína usada pelo sistema imunológico do doador e do receptor para reconhecer células estranhas.

Os pesquisadores, então, geraram células-tronco a partir de células da pele do primata doador e transplantaram nos corações de cinco animais que sofreram um ataque cardíaco induzido. O estudo apontou que as células-tronco podem ser implantadas, elas se acoplam eletricamente com os cardiomiócitos do receptor e melhoram a contração.

Nem tudo deu certo na pesquisa, entretanto. A técnica levou a um aumento de batimentos cardíacos irregulares nos corações transplantados – as chamadas arritmias. Isto já havia sido observado em um estudo anterior que usou células-tronco embrionárias. Evitar a arritmia é um desafio para o tratamento alternativo seguir adiante.

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