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Quatro ossadas do século 17 são encontradas em cidade histórica de Alagoas

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Imagem: Divulgação

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

25/10/2016 19h24

Quatro esqueletos do século 17 foram encontrados enterrados na praça da igreja Senhor do Bonfim, em Marechal Deodoro, cidade histórica localizada na região metropolitana de Maceió (AL). Duas ossadas foram achadas em agosto e outras duas no último dia 12. O material foi retirado do local por arqueólogos para estudo na Universidade Federal de Alagoas.

Os esqueletos foram encontrados por operários que trabalham nas obras de revitalização da praça, localizada no bairro de Taperaguá. Ainda não se sabe de quem são os esqueletos -- a pesquisa sobre os achados deve durar cerca de oito meses.

A igreja faz parte do sítio histórico de Marechal Deodoro, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), e as reformas entorno do prédio são acompanhadas por arqueólogos. As obras de revitalização da praça foram iniciadas em agosto.

Não se sabe ao certo a data da construção da igreja do Senhor do Bonfim, mas "conhece-se o fato de o patrimônio ter sido estabelecido por Diogo Soares da Cunha, no ano de 1611”, informa a prefeitura da cidade. A fachada do prédio tem influência das igrejas franciscanas de outras cidades da região Nordeste.

Segundo arqueóloga Ruth Barbosa, na época do Brasil Colônia era comum enterrar mortos ao redor de igrejas e, por isso, podem ser encontradas novas ossadas na área. Por conta dos achados, o terreno da praça foi dividido e cada trecho recortado é analisado por pesquisadores para preservar os materiais que forem encontrados.

Os mortos eram enterrados dentro das igrejas e no seu entorno na época do Brasil Colônia. Foram identificados esqueletos de quatro indivíduos na praça do Taperaguá. O material foi retirado e levado para estudo em laboratório"

A arqueóloga Jade Paiva conta que os moradores de Marechal Deodoro estão curiosos com o achado, mas que detalhes sobre a origem só serão dados depois que a pesquisa for concluída. “Muita gente passa, fotografa, pergunta. Todos estão muito curiosos, mas não temos informações detalhadas porque os estudos estão em andamento. Só depois que concluímos é que teremos algo concreto sobre a origem desses esqueletos", disse.