Céu encoberto deve impedir que parte dos brasileiros veja superlua

Fernando Cymbaluk

Do UOL, em São Paulo

O céu encoberto e o tempo chuvoso deve impedir que parte dos brasileiros veja a maior e mais brilhante superlua dos últimos 68 anos no entardecer e na noite desta segunda-feira (14). Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o céu estará nublado em toda a região Sudeste, nos Estados de Goiás e Mato Grosso, no sul do Tocantins e no oeste da Bahia.

Nesses locais, quem está ansioso com a chegada da superlua terá agora que contar com a sorte. "Pode ter um pouco de abertura, mas, se houver, será pequena. As nuvens ficam oscilando e rodando", diz Hamilton Carvalho, meteorologista do Inmet. A torcida precisará ser para que em algum momento as nuvens fiquem mais esparsas. 

Inmet/Reprodução
Mancha colorida mostra regiões com tempo nublado e chuvoso nesta segunda (14)

Um pouco mais de sorte deverá ter quem mora na região Norte, no Estado do Mato Grosso do Sul, no leste do Paraná e no oeste do Rio Grande do Sul, onde o tempo estará menos nublado. Mesmo assim, nesses lugares a lua aparecerá entre nuvens. "A visualização será fraca, ficará prejudicada", diz Carvalho.

Já uma superlua soberana no céu estará disponível para o encanto de quem vive na região central e litorânea do Nordeste e na maior parte dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nessas regiões, a previsão é de céu limpo durante toda a noite.

Segundo o Inmet, o tempo fechado no Centro-Oeste e Sudeste deve-se à característica chuvosa que é típica da primavera. Associada a ela, há a presença de uma frente fria. "A instabilidade gerada pelo calor e pela umidade provoca a formação de nuvens", explica Carvalho. O tempo deve continuar nublado e com pancadas de chuvas ao longo de toda essa semana. 

Maior superlua em 68 anos

A superlua que ocorre hoje será especial. Trata-se do maior fenômeno dos últimos 68 anos. Isso porque no auge do perigeu (momento em que a Lua fica mais próxima da Terra) o nosso satélite natural estará a apenas 356.511 km da Terra.  A última vez que ele ficou mais perto do que isso foi em 1948, quando a distância do perigeu foi de 356.462 km.

A superlua do último mês de outubro ocorreu com o satélite a uma distância de 364.687 km da Terra. Em dezembro deste ano, uma nova superlua encerrará a sequência de três seguidas. A próxima vez que a Lua chegará tão perto da Terra quanto a aproximação de hoje será em 2034. 

Veja como foi o nascimento da superlua na China e na Austrália

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