Telescópio Hubble comemora 27 anos de imagens fascinantes do Universo

Do UOL, em São Paulo

  • Nasa

    Astronauta fotografa o telescópio Hubble na órbita do planeta Terra em 2009

    Astronauta fotografa o telescópio Hubble na órbita do planeta Terra em 2009

Variações de cores e texturas em fundo preto. Se o telescópio Hubble fosse um pintor, assim poderia ser descrito seu estilo. Nesta segunda-feira (24), ele completa 27 anos de arte. O Hubble foi lançado pela Nasa (agência espacial dos EUA) em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.

Além de produzir belas imagens, que fascinaram o mundo e se tornaram icônicas - como a famosa "Pilares da Criação" - o Hubble permitiu que os astrônomos pudessem estudar estrelas e galáxias distantes e entender melhor as estruturas do Universo.

Seu nome é uma homenagem a Edwin Powell Hubble, astrônomo que constatou que o Universo se expandia. Suas lentes, cujas contribuições à ciência equiparam-se a da luneta de Galileu Galilei, devem continuar ativas até 2030 - quando a Nasa deve agraciar o magnífico artista das galáxias com a aposentadoria. 

Nasa/ESA/Hubble

ICÔNICO - Em 1995, o telescópio espacial Hubble registrou imagens dos chamados "Pilares da Criação", na Nebulosa da Águia, ou M16. As três colunas gigantes de gás apareciam em meio a um aglomerado de estrelas. Uma foto mais recente dos pilares mostra mais detalhes sobre a estrutura dos gases

NASA/ESA/Hublle Heritage Team

CABEÇA DE CAVALO - O Hubble não fascinou apenas os astrônomos. Imagens como a da nebulosa Cabeça de Cavalo, repleta de cores e curvas, encantaram pessoas em todo o mundo

NASA/Hublle Heritage Team

HALO - O telescópio passou por diversas manutenções ao longo dos anos. Com os ajustes, pode fornecer aos astrônomos imagens de qualidade impressionante. Por ficar acima da atmosfera terrestre, captura imagens nítidas de estrelas e galáxias, como a deste halo de luz em volta da estrela V838 Monocerotis

NASA/ESA/Hubble Heritage Team

BOLHA - A Nebulosa da Bolha foi descoberta em 1787 pelo astrônomo William Herschel. Na época em que foi observada pela primeira vez, teria aparecido como uma mancha em preto e branco na lente do telescópio do astrônomo. Hoje, podemos apreciar toda sua beleza graças ao alcance do telescópio Hubble

Nasa, ESA, C.R. Robert O?Dell (Vanderbilt University), G.J. Ferland (Universidade de Kentucky), W.J. Henney e M. Peimbert/David Thompson (Universidade do Arizona)

PSICODELIA - O Hubble também contou com o auxílio de outros telescópios para promover avanços na ciência. Nesta foto da Nebulosa do Anel, as observações da luz visível feita pelo Hubble foram adicionadas a dados infravermelhos do Grande Telescópio Binocular, localizado no solo do Arizona. Com as informações, os cientistas descobriram o real formato da nebulosa, que não é "oca", como se imaginava.

Nasa

ENXEGAR LONGE - O telescópio Hubble fez a imagem que pela primeira vez mostrou que o espaço profundo é rico em galáxias e nebulosas, que estão a uma distância de dezenas a milhões de anos-luz. A imagem mostra mais de 5.000 galáxias. Segundo a agência, algumas delas têm mais de 13,2 bilhões de anos e são as galáxias mais distantes já observadas
 

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos