Lembranças agradáveis podem servir de "antídoto" para estresse, diz estudo

Do UOL, em São Paulo

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    Lembranças agradáveis podem ser um poderoso "antídoto" contra o estresse

    Lembranças agradáveis podem ser um poderoso "antídoto" contra o estresse

Recordar experiências agradáveis, trazendo à tona sensações positivas vivenciadas no passado, pode ser uma boa estratégia para se lidar com o estresse. É o que sugere artigo publicado nesta terça-feira (24) pela Nature Human Behavior, que usou dois estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, para chegar a tal conclusão.

Os estudos conduzidos pelos pesquisadores do Departamento de Psicologia da universidade norte-americana analisaram o comportamento e as alterações neurais, medidas por exames de ressonância magnética, de pessoas que foram submetidas a uma alta carga de estresse, sendo posteriormente "medicadas" com memórias autobiográficas boas ou com o "placebo" de recordações neutras.

Os cientistas observaram que tais lembranças positivas atenuam a produção de cortisol, o hormônio do estresse, reduzindo a sensação negativa que sentimos quando estamos estressados. 

Ao início do experimento, os participantes do estudo foram divididos em dois grupos. Um deles foi exposto a uma carga de estresse intensa, que envolveu a imersão da mão em água gelada (com temperatura entre 1°C e 3°C) por dois minutos, enquanto o outro grupo fez o mesmo, porém em água morna. Depois, cada um desses grupos foi submetido a lembranças positivas (como viagens de férias) ou neutras (como o ato de arrumar uma mala, por exemplo) vivenciadas por eles.

Entre as pessoas que passaram pela carga de estresse, foi registrado um aumento de "arrepio" na pele --o que não ocorreu entre aqueles que não estavam estressados--, juntamente com a maior produção de cortisol. Posteriormente foi observado, então, o impacto das recordações positivas no comportamento destas pessoas. 

Mesmo os pouco estressados ficaram melhor com lembranças

Funcionado como um "antídoto", as lembranças positivas autobiográficas impactaram tanto o grupo submetido ao estresse quanto ao grupo submetido ao "controle", como os pesquisadores chamaram o grupo que foi exposto à água morna --e não à estressante água gelada. Todos eles registraram um "sentimento positivo", bem como uma atividade emocional maior.

O estudo mostrou, ainda, que indivíduos que se disseram resilientes, ou seja, possuíam uma capacidade maior de superar adversidades, apresentaram uma melhora de humor mais efetiva, apesar da exposição ao estresse.

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