Nasa seleciona 12 astronautas entre 3 milhões de possibilidades

Da Bloomberg

  • Rodrigo Casarin/UOL

Não é tarde demais para ser astronauta.

A Nasa não tem um limite de idade para esse trabalho e os requisitos básicos não são tão duros quanto você imagina. As chances de conseguir um desses cobiçados assentos rumo às estrelas, no entanto, estão ficando remotas.

A agência espacial dos EUA nomeou 12 novos astronautas na quarta-feira --um esquadrão de elite escolhido entre 18.300 candidatos. É isso mesmo, em cada 100 currículos, Tio Sam encontra 0,07 astronauta.

Existem cerca de 350 viajantes profissionais às estrelas na história dos EUA. Cerca de 56 deles estão em atividade ou em treinamento e 22 são "astronautas de gestão", que já não são aptos para um voo espacial. Cerca de 60 já faleceram.

Considerando os números, uma meta profissional mais realista poderia ser jogar de quarterback na NFL ou administrar uma empresa Fortune 500. Além disso, a remuneração em ambas as opções também seria muito melhor.

Dito isto, os requisitos para o seu último emprego provavelmente foram mais difíceis do que os do mais recente anúncio de recrutamento para "astronauta" da Nasa. Já não é necessário ser piloto de teste nem cientista de foguetes.

Donald Trump e Mark Zuckerberg provavelmente não cumpririam os requisitos (por não terem escolaridade suficiente), mas praticamente todos os professores de ciências e matemática do ensino médio sim, assim como médicos e pilotos profissionais.

"Algumas pessoas ficariam surpresas ao saber que talvez atendam aos requisitos", disse o diretor de voo da Nasa, Brian Kelly, ao solicitar a atual safra de candidatos. "Queremos e precisamos de uma combinação diversificada de indivíduos para garantir que temos o melhor corpo de astronautas possível."

Estas são as quatro exigências para entrar: ter cidadania americana; ser formado em engenharia, ciências ou matemática; ser aprovado em uma avaliação médica da Nasa (ter visão 20/20 é imprescindível, mas óculos e cirurgia corretiva são aceitos); ter 1.000 horas de voo em avião ou três anos de "experiência profissional relacionada, com responsabilidade progressiva" (pós-graduação e ensino se qualificam).

Depois que a Nasa dispensa os candidatos que não atendem a esses critérios, um painel de 50 pessoas --composto majoritariamente pelos astronautas em atividade-- reduz a lista a algumas centenas dos mais promissores, cujas referências são verificadas.

O grupo é então reduzido a 120 candidatos. Eles são convocados para mais avaliações médicas e "entrevistas intensas". Por último, 50 deles são convidados para voltar para uma semana de mais entrevistas e avaliações médicas (saber nadar e falar russo ajuda).

Para a convocatória recente, a Nasa estimou que pelo menos 3 milhões de residentes dos EUA atenderiam aos requisitos básicos. Nem todos se inscreveram, mas os americanos parecem particularmente interessados na corrida espacial hoje em dia.

O número de candidatos quase triplicou em relação à última rodada de contratação, porque a Nasa enfatizou a probabilidade de um cronograma de voos mais movimentado.

Ao solicitar candidatos, a agência mencionou que as novas tripulações em breve poderão decolar para o espaço saindo da Flórida --em vez da zona rural russa desde que os ônibus espaciais foram desativados-- à medida que novas cápsulas de tripulação da Boeing e da SpaceX entrarem em uso.

Além disso, a agência está preparando sua nova aeronave Orion para missões nas profundezas do espaço e pretende lançar astronautas por volta de 2023.

"Vocês podem ser os primeiros a viajar para Marte", disse o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, aos novatos no anúncio da quarta-feira.

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