Maconha se mostra eficaz contra enxaquecas, diz estudo nos EUA

Colaboração para o UOL

  • Andres Stapff/Reuters

    Pacientes com as chamadas cefaleias em salvas tiveram melhora em crises

    Pacientes com as chamadas cefaleias em salvas tiveram melhora em crises

Em mais uma vitória para defensores do uso medicinal da maconha, um estudo realizado nos Estados Unidos descobriu que os compostos ativos da cannabis são mais efetivos para reduzir a frequência de dor aguda da enxaqueca do que os remédios convencionais, além de produzirem menos efeitos colaterais. As informações foram publicadas no site da revista Forbes.

O estudo incluiu um total de 127 participantes que sofreram de enxaquecas crônicas e das chamadas cefaleias em salvas - dores de cabeça severas que ocorrem em um lado da cabeça, muitas vezes ao redor de um olho. A dor de enxaqueca geralmente afeta os dois lados da cabeça e muitas vezes é acompanhada de sensibilidade à luz e náuseas.

Segundo a Forbes, o estudo teve duas fases. Na primeira, os pacientes com enxaquecas crônicas e agudas receberam doses variáveis de um fármaco desenvolvido pelos pesquisadores que combinou dois compostos ativos na maconha: tetra-hidrocarbinol (THC) e canabidiol (CBD).

Os resultados mostraram que aqueles que receberam uma dose de 200 mg por dia durante três meses sofreram significativamente menos dor (cerca de 55%) do que quando tomaram remédios convencionais (doses menores do composto dos pesquisadores não proporcionaram o mesmo alívio).

A segunda fase do estudo incluiu tanto aqueles que sofrem de enxaqueca crônica quanto aqueles que sofrem de cefaleias em salva. Os pacientes com enxaqueca receberam o fármaco THC-CBD ou 25 miligramas de amitriptilina, um antidepressivo frequentemente utilizado para tratar enxaquecas. Já as pessoas com cefaleia receberam o fármaco THC-CBD ou 80 miligramas de verapamil, um bloqueador de canais de cálcio frequentemente prescrito para este tipo de problema de saúde.

Os resultados mostraram que o medicamento THC-CBD foi ligeiramente melhor na redução da frequência de ataques de enxaqueca do que a medicação comumente prescrita (40,4% versus 40,1%, respectivamente), mas foi muito eficaz na redução da dor de enxaqueca, diminuindo-a em 43,5% dos casos.

A droga também foi eficaz na redução da dor dos que sofriam da cefaleia em salva, mas apenas no grupo de pacientes que já tinha um histórico do problema desde a infância.

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