Amor por insetos e bullying fazem garota virar coautora de artigo acadêmico

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

Sophia Spencer é uma garota de oito anos que sempre teve paixão por insetos, mas sofria bullying na escola por causa disso. Ela agora não só conseguiu desenvolver a sua paixão, como se tornou coautora de um artigo acadêmico.

A garotinha adora especialmente gafanhotos, e tem como paixão conduzir os seus pequenos amigos nos ombros. Isto sempre a fez ser alvo de piadas dos amiguinhos. Mas agora lhe rendeu frutos - ela virou coautora de um artigo científico na revista Anais da Sociedade Entomológica da América.

Sua mãe, Nicole Spencer, foi quem proporcionou esta aproximação entre Sophia e a Sociedade Entomológica do Canadá. Ela escreveu para a instituição no ano passado contando da paixão da filha.

Na mensagem, ela explicou o seu dilema: sua filha queria saber se poderia aprender mais sobre insetos como um trabalho, mas ela não sabia como incentivá-la, e queria tranquilizá-la de que seu entusiasmo sobre o tema não era estranho.

"Queria saber se um profissional de entomologia (especialidade da biologia que estuda os insetos) poderia falar com ela por telefone, encorajá-la a seguir com a sua paixão e explicar como ela pode transformar isto em uma carreira", explicou a mãe, em um trecho da mensagem enviada em agosto do ano passado.

A organização resolveu tuitar o apelo da mãe de Sophia com a hashtag #BugsR4Girls, em busca de alguém que topasse falar com a garotinha. "Uma garotinha que ama insetos está sofrendo bullying e precisa da nossa. Envie seu email por DM e entraremos em contato", dizia a mensagem no Twitter com a hashtag. A ideia deu certo: vários entomologistas entraram em contato.

O escolhido foi Morgan Jackson, um PHD em entomologia. Os dois viraram coautores de um artigo sobre o papel que o Twitter pode ter para promover mulheres na ciência.

"Depois que minha mãe enviou a mensagem e me mostrou todas as respostas, fiquei feliz. Eu me senti como se eu fosse famosa. Porque eu era! Foi bom ter tantas pessoas me apoiando, e foi legal ver outras meninas estudando insetos. Isso me fez sentir como eu poderia fazer isso também. Definitivamente, quero estudar insetos quando crescer - provavelmente gafanhotos", escreveu Sophia em parte do artigo.

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