Ter um cachorro reduz risco de ataques cardíacos, aponta estudo

Do UOL, em São Paulo

  • Thinkstock

Ter um cão em casa está ligado a uma redução considerável no risco de ataques cardíacos e de outras doenças fatais, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (17) na revista científica "Nature". Isso porque, além do apoio social, segundo cientistas suecos, o bichinho de estimação é uma motivação para atividade física.

Os pesquisadores descobriram que a presença de um cachorro tem mais impacto positivo na vida das pessoas que moram sozinhas. Nesses casos, o risco de morte por doenças cardiovasculares, por exemplo, é 36% menor que o de pessoas sem animais. Para aqueles que dividem o lar com outros seres humanos, o efeito é de uma redução no risco de 15%.

Entre a população acompanhada por 12 anos, quem tinha cachorro teve um risco de morte neste período 13,1% menor que aqueles que não dividiam a vida com esses animais de estimação.

No estudo, os cientistas analisaram também os efeitos de diferentes raças e descobriram que os proprietários de cachorros originalmente criados para caça --como terriers, retrievers-- apresentavam menor risco de doença cardiovascular. Isso porque as pessoas que compram esses cães tendem a ser mais ativas fisicamente --uma exigência natural das raças.

Para chegar a esses resultados, foram analisados os registros médicos de mais de 3,4 milhões de suecos de 40 a 80 anos, relacionados a sete fontes de dados nacionais diferentes, incluindo dois registros de propriedade de cães, com o histórico de até 12 anos. 

Segundo Tove Fall, autor sênior do estudo e professor de epidemiologia da Universidade de Uppsala, na Suécia, este tipo de estudo procura associações em grandes populações, mas não fornece respostas sobre "se e como os cães podem proteger as pessoas das doenças cardiovasculares".

Mas, como destacou o estudo, "os cães podem ser benéficos na redução do risco cardiovascular, fornecendo uma forma não-humana de apoio social e aumentando a atividade física." "A convivência com cachorros foi associada ao alívio do isolamento social e à melhoria da percepção do bem-estar, particularmente em pessoas solteiras e idosos."

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