Como seria viver em Marte? Cientistas buscam respostas para missões futuras

Do UOL, em São Paulo

  • Ronen Zvulun/Reuters

    18.fev.2018 - Pesquisadores israelenses participaram da simulação de uma missão em Marte no deserto Negev, no sul de Israel

    18.fev.2018 - Pesquisadores israelenses participaram da simulação de uma missão em Marte no deserto Negev, no sul de Israel

Para se prepararem para uma futura missão em Marte, muitos pesquisadores têm investido em imersões no deserto. Não à toa, há uma semelhança dessas áreas de pouca precipitação pluviométrica com o ambiente marciano.

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Os desertos de Mojave (EUA), do Atacama (Chile) e de Dhofar (Omã) já foram fontes de estudo. Mais recentemente, seguindo os passos da Nasa (Agência Espacial norte-american) e da ESA (Agência Espacial Europeia), a Agência Espacial de Israel enviou seis pesquisadores para passarem quatro dias acampados no deserto Negev, no sul do país.

A missão, que terminou semana passada, visava investigar vários campos relevantes para uma futura missão de Marte, incluindo comunicações por satélite, os efeitos psicológicos do isolamento, medições de radiação e busca de sinais de vida no solo.

Durante quatro dias, os quatro homens e as duas mulheres moraram em uma pequena cápsula, comendo alimentos desidratados e usando trajes espaciais sempre que deixavam a sede para realizar experimentos em ambientes externos.

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Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia de Israel, foram testados o design da moradia temporal, os trajes espaciais, a infraestrutura de comunicação, bem como os fluxos de trabalho com o Centro de Apoio à Missão.

A equipe --formada por um comandante de campo, um diretor de ciência, um designer de habitat, um investigador de radiação cósmica, um especialista em documentação e um especialista em medicina e alimentos-- também foi submetida a um teste psicológico.

Essa foi a primeira de uma série de missões planejadas a serem conduzidas na Estação Analog Ramon de Marte do Deserto (D-Mars), uma instalação perto de Mitzpeh Ramon, em Israel.  

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Cada vez mais próximos de Marte

Empreendimentos públicos e privados estão em uma corrida para a chegada do homem a Marte. Tanto o ex-presidente Barack Obama quanto Elon  Musk, o fundador da SpaceX, declararam que os seres humanos caminhariam no Planeta Vermelho em poucas décadas.

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Novos concorrentes como a China e Israel estão se juntando aos Estados Unidos e à Rússia no espaço com um programa ambicioso, mesmo que vago, para Marte.
Empresas aeroespaciais como a Blue Origin publicaram esquemas de futuras bases, naves e trajes.

O lançamento bem-sucedido do foguete Falcon Heavy da SpaceX neste mês "nos coloca em um reino completamente diferente do que podemos colocar no espaço, do que podemos enviar para Marte", disse o astronauta análogo Kartik Kumar.

O próximo passo para Marte, ele diz, é lidar com os problemas que não envolvem engenharia, como respostas médicas de emergência e o isolamento.

"Essas são coisas que acho que não podem ser subestimadas", disse Kumar.

Enquanto cosmonautas e astronautas estão aprendendo valiosas habilidades para viagens espaciais na Estação Espacial Internacional, e os Estados Unidos estão usando realidade virtual para treinar cientistas, grande parte do trabalho de preparação para expedições interplanetárias continua a ser realizado na Terra.

(*Com informações da Reuters e da AP)

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