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Estação espacial chinesa desacelera e deve cair na Terra só na segunda

CCTV via AP Vídeo
Em imagem de 2011, a estação espacial chinesa Tiangong 1, que está caindo em direção à Terra Imagem: CCTV via AP Vídeo

Da DeutscheWelle

01/04/2018 09h57

Queda do objeto estava prevista para ocorrer entre sábado e domingo. Segundo agência chinesa, entrada na atmosfera do laboratório espacial deve provocar um espetáculo "esplêndido".

O laboratório espacial chinês que se dirige atualmente à Terra está caindo mais lentamente do que o previsto e poderá entrar na atmosfera terrestre entre a madrugada e a manhã de segunda-feira (2), informou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A agência, que monitora o deslocamento do Tiangong-1 ("Palácio Celeste 1"), havia estimado anteriormente uma janela de queda compreendida entre o sábado às 8 horas da manhã pelo horário de Brasília e o domingo à tarde.

A desintegração na atmosfera da Terra deste módulo espacial fora de controle não deve provocar danos e oferecerá um espetáculo "esplêndido" similar a uma chuva de meteoritos, afirmaram as autoridades espaciais chinesas.

Em um comunicado publicado neste sábado, a ESA informou que a queda do Tiangong-1 se desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila. Entretanto, sua janela de entrada na atmosfera continua sendo "altamente variável", ressaltou. Também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos.

ESA/Divulgação
Área em que deve acontecer reentrada da estação espacial chinesa Tiangong-1 Imagem: ESA/Divulgação


"As pessoas não precisam se preocupar", afirmou na quinta-feira o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat. Essas naves espaciais "não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica".

Este laboratório foi colocado em órbita em setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera, mas deixou de funcionar em março de 2016, gerando preocupação por sua "queda".

A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objeto espacial de mais de 200 gramas é de uma em 700 milhões, segundo a CMSEO.