Inteligência artificial supera humanos na hora de escolher novos caminhos

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

Desafio homem-máquina: na hora de atravessar um labirinto, quem leva a melhor? Até pouco tempo atrás, a vantagem ao traçar rotas era nossa. Mas, segundo pesquisadores do instituto Deep Mind, na Inglaterra, a inteligência artificial já aprendeu a percorrer caminhos e cria atalhos com eficiência superior à do cérebro humano.

"Por incrível que pareça, percorrer uma rota entre dois lugares é uma tarefa simples, mas ninguém sabe exatamente como a gente faz isso", disse Dharshan Kumaran, um dos neurocientistas autores do estudo publicado nesta quarta-feira (9) na revista científica Nature

Segundo a pesquisa, modelos de inteligência artificial já se saíam bem em tarefas como reconhecer objetos, mas ainda não eram tão eficientes quanto o cérebro humano na hora de percorrer caminhos desconhecidos –o que é diferente de um sistema de GPS, que trabalha com mapas pré-estabelecidos.

A mudança ocorreu com o aperfeiçoamento das chamadas redes neurais profundas – sistemas que simulam a estrutura do cérebro humano. Ao treinar um sistema artificial para atravessar um labirinto diversas vezes, os cientistas viram o algoritmo evoluir para o que acreditam ser uma estrutura similar às nossas "células de lugar", que são neurônios presentes nos cérebros de mamíferos (como nós), que nos ajudam a traçar rotas.

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Ao utilizar essa "células de lugar" eletrônicas, a inteligência artificial conseguiu não apenas calcular caminhos, mas foi mais rápida e eficiente do que o ser humano percorrendo labirintos virtuais. Para os autores do estudo, a importância do feito, porém, não é apenas superar a competência humana. 

Os neurocientistas comemoram também o que, para eles, representa novos passos para compreender o funcionamento dos cérebros dos mamíferos. Ao simular o funcionamento das células de lugar, os neurocientistas acreditam estar mais próximos de entender como os mamíferos encontram atalhos.

"Com a inteligência artificial, encontramos evidências de que a função das células de lugar é superior à de um simples 'GPS'", disse Kurman. Explica-se: mais do que um sistema de localização, as células de lugar - naturais ou simuladas - nos permitem calcular rotas de maneira quase inconsciente.

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