Dinossauros poderiam estar vivos se asteroide tivesse atingido outro lugar

Nicholas ST. Fleur

Os dinossauros reinaram de maneira suprema por mais de 160 milhões de anos. Sua dinastia chegou a um fim cataclísmico 66 milhões de anos atrás quando um asteroide caiu na Península de Yucatán, no México, em um local hoje conhecido como cratera Chicxulub, preparando o caminho para que os mamíferos --e eventualmente os humanos-- herdassem a Terra.

Mas se o impacto extraterrestre tivesse acontecido praticamente em qualquer outro lugar, como no oceano ou no meio da maioria dos continentes, alguns cientistas agora dizem que é possível que os dinossauros tivessem sobrevivido à aniquilação. Apenas 13% da superfície da Terra abrigava os ingredientes necessários para transformar a colisão cósmica nesse evento específico de extinção em massa, segundo um estudo publicado no jornal "Scientific Reports". 

TIM PEAKE/NASA/ESA
A cratera de Chicxulub está soterrada debaixo da Península de Iucatã, no México

"Acho que os dinossauros poderiam estar vivos ainda hoje" se os asteroides tivessem caído em outro lugar, afirmou por e-mail Kunio Kaiho, paleontologista da Universidade Tohoku do Japão e autor principal do estudo.

Outros pesquisadores questionaram as descobertas.

Quando o asteroide, que tinha o diâmetro de cerca de metade do comprimento de Manhattan, atingiu a costa do México, encontrou uma fonte rica de enxofre e hidrocarbonetos, ou depósitos orgânicos como combustíveis fósseis, segundo os pesquisadores.

Temperaturas muito quentes no impacto da cratera teriam colocado fogo nos combustíveis. A combustão teria lançado fuligem e enxofre na estratosfera em quantidades suficientes para apagar o sol e mudar o clima, colocando em movimento o colapso de ecossistemas inteiros e a extinção de três quartos de todas as espécies da Terra.

Uma das coautoras de Kaiho, Naga Oshima criou um modelo que simulou um impacto do asteroide que ejetou quantidades variáveis de fuligem da rocha. Apenas as áreas com mais hidrocarbonetos lançaram fuligem suficiente na estratosfera para esfriar o clima a níveis catastróficos. 

87% da superfície da Terra, lugares como o que hoje são a Índia, a China, a Amazônia e a África, não teriam concentrações em quantidade suficiente de hidrocarbonetos para selar o destino do dinossauro.

Mas, se o asteroide tivesse batido nas áreas costais marinhas cheias de algas, como o que hoje é a Sibéria, o Oriente Médio e a costa leste da América do Norte, o estrondo teria sido tão devastador para os dinossauros e para a vida na Terra quanto o impacto em Chicxulub.

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