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Alberto Bombig

REPORTAGEM

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Justiça desbloqueia bens de Geraldo Alckmin

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) em evento da campanha com o ex-presidente Lula (PT) - Ricardo Stuckert
O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) em evento da campanha com o ex-presidente Lula (PT) Imagem: Ricardo Stuckert
Alberto Bombig

Alberto Bombig é jornalista com passagens pela Folha de S. Paulo, revista Época e O Estado de S. Paulo.

Colunista do UOL

20/06/2022 16h53Atualizada em 20/06/2022 16h54

A Justiça revogou a decisão de indisponibilidade dos bens do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O bloqueio havia sido determinado em abril de 2019, atendendo a um pedido do Ministério Público paulista em processo aberto por suspeita de improbidade administrativa com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht.

Em sua decisão, a juíza Luiza Barros Rozas Verotti considerou "não haver indícios concretos de dilapidação de seu patrimônio que justifiquem a manutenção da medida anteriormente decretada". O mérito da ação ainda será julgado. Segundo a magistrada, "na eventual hipótese de condenação do ora requerido, o risco de ineficácia de futura execução é reduzido, tendo em vista que, determinado o bloqueio de ativos financeiros, o mesmo foi frutífero na ocasião".

"A decisão acatou os argumentos da defesa no sentido de que o Ministério Público não apresentou provas ou mesmo indícios de que o ex-governador Geraldo Alckmin tenha cometido qualquer ato ilegal de dilapidação patrimonial que justificasse o bloqueio de seus bens", afirmou à coluna Fabio de Oliveira Machado, advogado que defende o candidato a vice de Lula.

O nome de Alckmin foi citado nas delações de três ex-executivos da empreiteira Odebrecht. O ex-governador, então no PSDB, teria sido beneficiado por doações irregulares de recursos para sua campanha em 2014. O dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral. Ele nega a acusação.