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Carolina Brígido

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

TSE estuda adotar tecnologia para eleitor checar voto depois da eleição

urna eletrônica - TSE
urna eletrônica Imagem: TSE
Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

24/09/2021 04h00

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a USP (Universidade de São Paulo) vão assinar na próxima semana um acordo de cooperação técnica para aprimorar o sistema de votação eletrônica adotado no país. Uma das melhorias em estudo é a entrega de um código para o eleitor ao final da votação. Esse código poderá ser acessado em um site para comprovar que o voto foi computado e está incluído na totalização.

Essa possibilidade não tem relação com o voto impresso, pois não há a informação sobre quem o eleitor votou. Esse dado não poderá ser acessado de nenhuma forma, para garantir o caráter secreto das eleições.

Ainda com o objetivo de dar mais transparência ao processo eleitoral, técnicos do TSE e da USP cogitam adotar o sistema de "block chain", que é a base das criptomoedas. É uma espécie de rede da Justiça Eleitoral que pode ser auditada por outras instituições - como Ministério Público e Justiça Federal. Esses órgãos terão acesso às informações, mas não poderão modificá-las. Será possível, por exemplo, fazer a recontagem dos votos pelo sistema.

Outra preocupação da parceria será encontrar formas de deixar as eleições mais baratas. Uma possibilidade é otimizar a distribuição dos eleitores, reduzindo o número de seções eleitorais, mas sem que isso represente em filas para votar. A outra é buscar meios de reduzir o número de pessoas envolvidas na operação da eleição, em especial os mesários. O valor da eleição ficaria menor com menos mesários trabalhando em menos seções eleitorais.

Os trabalhos serão executados pela equipe do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC), do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, da Escola Politécnica da USP. O convênio vai durar um ano, com possibilidade de prorrogação por mais um ano. A ideia é que as inovações sejam usadas nas eleições municipais de 2024.