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Chico Alves


Presidente da Alerj: Decisão de Toffoli não salva Witzel de impeachment

01.fev.2019 - André Ceciliano, presidente da Alerj - ALEXANDRE BRUM/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
01.fev.2019 - André Ceciliano, presidente da Alerj Imagem: ALEXANDRE BRUM/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

28/07/2020 17h19

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), rebate as alegações da defesa do governador Wilson Witzel (PSC) aceitas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para dissolver a comissão que trata do impeachment do chefe do Executivo fluminense.

Uma das principais é que o grupo deveria ser composto por somente 18 membros, quando tem 25. "O artigo 19 da Lei 1.079 fala que a composição da comissão tem que ter no mínimo um membro de cada partido. Se temos 25 partidos, como vamos fazer?", questiona Ceciliano.

Ele discorda de outros pontos da decisão do ministro do STF, como a que exige proporcionalidade partidária: "Temos partidos com um deputado. Essa legenda não vai ser representada na comissão?"

A Alerj vai recorrer, mas Ceciliano acredita que, mesmo que a decisão de Toffoli seja mantida, o processo de impedimento de Witzel vai andar rápido na Casa.

"A situação dele não mudou. Ainda que esteja oferecendo cargos, o governador vai ter no máximo entre 10 e 14 parlamentares votando contra o impeachment", acredita o presidente da Assembleia.

Chico Alves