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Comissão Arns

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Autores da barbárie em assentamento na BA devem ser responsabilizados

Ônibus foram incendiados e casas depredadas durante ataque - Divulgação/MST
Ônibus foram incendiados e casas depredadas durante ataque Imagem: Divulgação/MST
Comissão Arns

Ailton Krenak (líder indígena e ambientalista), André Singer (cientista político e jornalista), Antônio Cláudio Mariz de Oliveira (advogado, ex?presidente da OAB-SP), Belisário dos Santos Jr. (advogado, membro da Comissão Internacional de Juristas), Cláudia Costin (professora universitária, ex-ministra da Administração), Fábio Konder Comparato (advogado, doutor Honoris Causada Universidade de Coimbra, professor emérito da Faculdade de Direito da USP), José Carlos Dias (advogado, ex-ministro da Justiça), José Gregori (advogado, ex-ministro da Justiça), José Vicente (reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares), Laura Greenhalgh (jornalista), Luiz Carlos Bresser-Pereira (economista, ex-ministro da Fazenda, da Administração e da Reforma do Estado), Luiz Felipe de Alencastro (historiador, professor da Escola de Economia da FGV/SP e professor emérito da Sorbonne Université), Margarida Bulhões Pedreira Genevois (presidente de honra da Comissão Arns, ex-presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo), Maria Hermínia Tavares de Almeida (cientista política, professora titular da Universidade de São Paulo), Maria Victoria Benevides (socióloga e cientista política, professora titular da Faculdade de Educação da USP), Oscar Vilhena Vieira (jurista, professor da Faculdade de Direito da FGV/SP), Paulo Vannuchi (jornalista, cientista político, ex-ministro de Direitos Humanos), Paulo Sérgio Pinheiro (presidente da Comissão Arns, cientista político, ex-ministro da Secretaria de Estado de Direitos Humanos), Sueli Carneiro (filósofa, feminista, ativista anti-racista e diretora do Gelidés), Vladimir Safatle (filósofo, professor do Departamento de Filosofia da USP)

05/11/2021 09h00

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns vem a público manifestar seu veemente repúdio ao ataque sofrido neste domingo, 31 de outubro, por trabalhadores rurais e suas famílias, no Assentamento Fábio Henrique, na cidade de Prado, sul da Bahia.

É inaceitável que um bando de 20 homens armados invada um assentamento onde agricultores vivem e produzem de modo pacífico, com o objetivo de atentar contra a vida e a liberdade de crianças, idosos, mulheres e homens da comunidade.

Casas depredadas, ônibus incendiados, veículos alvejados por disparos, danos a instrumentos de trabalho, entre outras graves ameaças contra sua integridade física e psicológica, fizeram dos trabalhadores ali reunidos reféns da barbárie.

Diante de violência tão inominável, a Comissão Arns, fiel ao seu compromisso de defesa dos direitos humanos, cobra ação rápida do governador da Bahia, Rui Costa, para a identificação e responsabilização de mandantes e executores do crime perpetrado contra a comunidade de Fábio Henrique.

O braço da lei deve impor a ordem constitucional, coibindo o banditismo desses agentes do atraso. Como jagunços de tempos arcaicos, a associação criminosa que ali atuou visa semear conflitos e mortes pela força das armas, escondendo-se sob capuzes que cobrem a vergonha da sua covardia.

Cobramos também a manutenção do reforço policial no local dos ataques, para garantir segurança às famílias que hoje vivem sob o trauma da violência sofrida. E, por fim, mas não por último, que essas famílias possam assistir neste sábado, 6 de novembro, em clima de paz, união e concórdia, ao filme "Marighella", do diretor Wagner Moura, cuja exibição já estava prevista quando o atentado criminoso aconteceu.

Ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que organizou este assentamento, transmitimos o nosso respeito e solidariedade, assim como abraçamos as vítimas das atrocidades.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL