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Constança Rezende


Após repercussão, Aras exonera sobrinha de braço direito na PGR

Augusto Aras durante sessão da CCJ no Senado  - Pedro Ladeira/Folhapress
Augusto Aras durante sessão da CCJ no Senado Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

29/01/2020 17h02

Após repercussão negativa, o procurador-geral da República, Augusto Aras, exonerou a sobrinha de seu braço direito que havia sido contratada, sem concurso, para um cargo comissionado, no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). A publicação saiu no Diário Oficial do órgão, nesta quarta-feira, 29.

A demissão aconteceu após reportagem do UOL, no último sábado, 25, que noticiou a nomeação de Isadora Santiago, sobrinha do secretário-geral do MPU (Ministério Público da União), Eitel Santiago. Formada em Relações Internacionais, ela estava lotada na presidência do conselho, ocupada por Aras e recebia R$ 9.216,74.

De acordo com a publicação do diário oficial, a exoneração aconteceu a pedido da própria Isadora. A funcionários do conselho, a sobrinha de Eitel teria dito que foi vítima de "um jogo político".

Isadora havia sido nomeada no dia 12 de dezembro para o conselho. Ela é filha de Amneres Santiago Pereira, irmã de Eitel.

Conforme levantamento da reportagem, Aras já nomeou quatro pessoas para cargos comissionados, com vínculos de amizade ou parentesco com a cúpula. A procuradoria alega que os cargos em comissão "são de livre nomeação e exoneração em todas as esferas da administração pública", "observados tão somente os requisitos do ordenamento jurídico vigente".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.