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Equipe de Mandetta fica para transição até Teich desejar, diz ministério

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, e o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo - José Dias/PR
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, e o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo Imagem: José Dias/PR
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

17/04/2020 13h37

O Ministério da Saúde informou que os dois principais auxiliares do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ficam na pasta "até quando o ministro Nelson Teich desejar para ajudar na transição". A exoneração dos dois ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, como foi feito com Mandetta ontem, em ato do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota enviada à reportagem, a pasta afirmou que o secretário-executivo do Ministério, João Gabbardo, e o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, estão à disposição de Teich para este trabalho.

Os secretários eram os principais aliados de Mandetta e sempre estavam presentes na divulgação de boletins diários do coronavírus para a imprensa.

Na última coletiva, antes de sua demissão, Mandetta afirmou que os dois continuariam na pasta até quando ele saísse. "Entramos juntos e vamos sair juntos", afirmou.

O secretário de vigilância chegou a pedir demissão antes de o ex-ministro ser exonerado, mas o pedido não foi aceito por Mandetta. Já o secretário-executivo, João Gabbardo, afirmou que tinha o compromisso com Mandetta de sair junto com ele e que "não jogaria no lixo o seu patrimônio".

Apesar disso, ponderou que "não abandonaria barco" da transição, se o presidente indicasse outra equipe. "Fico durante toda a transição porque a população espera a continuidade do nosso trabalho. Não podemos interromper isso, nem que seja por duas ou três semanas", afirmou.

Gabbardo é médico e ultramaratonista e visto no ministério como "o cara que prevê e resolve as coisas". Passam por ele, por exemplo, decisões sobre gestão de recursos e assinatura de contratos para aluguel de leitos de UTI e compra de equipamentos de proteção.

Antes de assumir o cargo, foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, de 2015 a 2018, e passou pelo ministério na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já Wanderson de Oliveira é doutor em epidemiologia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e atuava também como professor da Escola Fiocruz de Governo, em Brasília. Ele ocupa o cargo na secretaria desde o começo da gestão de Mandetta.

Por conta de sua presença nas entrevistas coletivas sobre o avanço do novo coronavírus no país, Oliveira acabou se tornando um dos rostos mais conhecidos da pasta.