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PSL quer convidar Moro para o partido: "Comunga dos nossos princípios"

24.abril.2020 - Sergio Moro durante entrevista coletiva após exoneração de diretor da PF - Reprodução/TV Globo
24.abril.2020 - Sergio Moro durante entrevista coletiva após exoneração de diretor da PF Imagem: Reprodução/TV Globo
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

24/04/2020 12h48Atualizada em 24/04/2020 20h29

O PSL, partido que rompeu com o presidente Jair Bolsonaro no ano passado, já anunciou que deseja ter o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, em seus quadros.

O vice-presidente nacional do partido, deputado federal Junior Bozzela (PSL-SP), disse que "com certeza" o partido fará essa aproximação e abordagem a Moro. Segundo ele, Moro "comunga dos mesmos princípios do partido".

"Ele tem que ser convocado pela nação brasileira. Isso é uma exigência de nós brasileiros para que ele não nos abandone. Seja lá no partido que for. O PSL está com as portas escancaradas", afirmou.

Na coletiva de hoje em que pediu demissão, Moro afirmou que pretende descansar. "Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro", disse.

Em nota, o PSL afirmou que repudia o processo que culminou na saída do ministro, "forçada pela demissão injustificada do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo".

O partido também declarou que foi "uma clara interferência política do presidente Jair Bolsonaro no combate ao crime organizado, que não só contraria suas promessas de campanha, mas incorre num conjunto de crimes de responsabilidade, inclusive o de obstrução de justiça".

O partido também afirmou que, poucos meses depois de assumir, Bolsonaro "já dava sinais inequívocos de abandonar acordos, e os atos desta semana são apenas o desfecho do processo de distanciamento do presidente dos nossos valores".

"O PSL se mantém inabalável a seus princípios em defesa de nossas instituições, a economia de mercado, a liberdade, a vida e a moral", disse.