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Diogo Schelp

Mortes no Brasil aumentaram 13,6% em 2020 em relação a 2019, até novembro

A covid-19 foi responsável por 12,85% do total de óbitos nos primeiros 11 meses deste ano - Alex Pazuello/Semcom
A covid-19 foi responsável por 12,85% do total de óbitos nos primeiros 11 meses deste ano Imagem: Alex Pazuello/Semcom
Diogo Schelp

Diogo Schelp é jornalista com 20 anos de experiência. Foi editor executivo da revista VEJA e redator-chefe da ISTOÉ. Durante 14 anos, dedicou-se principalmente à cobertura e à análise de temas internacionais e de diplomacia. Fez reportagens em quase duas dezenas de países. Entre os assuntos investigados nessas viagens destacam-se o endurecimento do regime de Vladimir Putin, na Rússia, o narcotráfico no México, a violência e a crise econômica na Venezuela, o genocídio em Darfur, no Sudão, o radicalismo islâmico na Tunísia e o conflito árabe-israelense. É coautor dos livros ?Correspondente de Guerra? (Editora Contexto, com André Liohn) e ?No Teto do Mundo? (Editora Leya, com Rodrigo Raineri).

Colunista do UOL

30/12/2020 11h29

A covid-19 foi o principal fator para o aumento de 13,6% no número óbitos registrados no Brasil entre janeiro e novembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. Foram 1.318.014 mortes no país até o dia 30 do mês passado, segundo os últimos dados disponíveis dos cartórios, compilados com base nos atestados de óbito. Em 2019, nos onze primeiros meses do ano, 1.160.199 pessoas morreram no país.

A síndrome respiratória provocada pelo novo coronavírus, ausente das estatísticas do ano passado, foi responsável por 12,85% do total de óbitos no ano.

Outras causas naturais de morte caíram 1%. As mortes violentas (a somatória de óbitos por homicídios, acidentes de trânsito, entre outras causas externas) também registraram uma pequena queda de 1%.

Além disso, houve uma diminuição na proporção de pessoas que morrem de covid-19 fora de hospitais. Em novembro, esse grupo representava 3,96% dos registros de óbitos pela doença. Em março, o índice era de 6,93% e, no auge da pandemia, em julho, de 5,49%.

Essa diferença, ainda que pouco significativa, pode ser explicada em parte pela melhoria na assistência que os pacientes encontram nos hospitais (nos últimos meses, os profissionais de saúde adquiriram um conhecimento maior sobre os procedimentos que funcionam) e em parte pela subnotificação nas mortes em domicílio (alguns médicos omitem que a pessoa morreu em decorrência da covid-19, quando já não há mais risco de contaminação, para permitir que as famílias façam velórios ou para simplificar os protocolos funerários).

Os dados são do Portal da Transparência de Registro Civil, mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).