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Jamil Chade


84% de adolescentes no Brasil não fazem atividade física suficiente

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

22/11/2019 07h19

De cada dez adolescentes brasileiros, mais de oito não fazem atividades físicas suficientes. O alerta é da OMS (Organização Mundial da Saúde), que, nesta sexta-feira, publica um informe inédito sobre o que chama de "epidemia da falta de atividade física no mundo".

O levantamento constata que, em média, 80% dos jovens de 11 a 17 anos não cumprem as recomendações mínimas da OMS de realizar pelo menos uma hora de atividade física por dia.

No Brasil, a taxa supera a média mundial, com 84%. O dado coincide com a constatação de uma outra agência internacional, a FAO, da explosão da obesidade no país.

O que chama a atenção da OMS é que, nos últimos 15 anos, a taxa de atividade física entre meninos avançou, mas ainda de forma tímida e insuficiente.

A maior preocupação é com as meninas. A taxa de inatividade de 85% entre as jovens se manteve inalterada desde 2001.

O que também surpreendeu os cientistas que conduziram o estudo foi a disparidade dentro de países. Nos EUA, por exemplo, mais de 35% do meninos realizam uma hora de esporte por dia. Mas, entre as meninas, a taxa é de apenas 15%.

No total, 1,6 milhão de crianças foram avaliadas no estudo e, para a OMS, os dados revelam que uma mudança radical terá de ocorrer nos próximos anos.

A proliferação de telas pela casa, o comportamento de famílias, a falta de políticas explícitas nas escolas e a incapacidade de governos agir têm sido apontados como principais fatores.

Jamil Chade