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Jamil Chade


Plano contra coronavirus custará R$ 2,8 bi, alerta OMS

Uma foto divulgada pelo Hospital Central de Wuhan mostra a equipe médica atendendo o paciente infectado com o coronavírus - Reuters
Uma foto divulgada pelo Hospital Central de Wuhan mostra a equipe médica atendendo o paciente infectado com o coronavírus Imagem: Reuters
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

05/02/2020 07h07

Documentos internos da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que governos terão de investir mais de US$ 675 milhões (R$ 2,8 bilhões) apenas nos próximos três meses para dar uma resposta à proliferação do coronavírus.

Os dados foram apresentados pela direção da agência de saúde em uma reunião fechada com governos, em Genebra, e obtidos pela coluna.

A estimativa também aponta que, apenas na OMS, seriam necessários cerca de US$ 60 milhões para estabelecer uma operação capaz de lidar com a primeira fase do vírus.

Os valores não incluem o impacto econômico que a doença está já causando em diversos mercados, e nem em determinados setores como petróleo.

A crise obrigou a entidade em Genebra a decretar uma emergência global, na semana passada. De acordo com a OMS, porém, a iniciativa tinha como meta impedir que outros epicentros da doença pudessem surgir fora da China.

Uma especial preocupação é a situação de países mais pobres da Ásia e África, onde a capacidade de isolar, identificar e tratar casos é menor que na China. Pequim já anunciou que estaria disposta a ajudar governos que solicitem cooperação.

O valor estimado pela OMS prevê o fortalecimento de serviços de saúde e a implementação de controles em portos e aeroportos. A entidade, no documento, admite que esse é um valor inicial e que um plano mais elaborado está sendo desenhado.

Nesta semana, a entidade também prevê que 250 mil equipamentos para diagnósticos sejam enviados da Alemanha para 70 laboratórios pelo mundo. 24 deles estão na África. Na OMS, o temor é de que a chegada do vírus em grandes cidades africanas, com um fraco sistema de saúde pública, possa ter um impacto devastador.

Hoje, na China, 220 mil pessoas estão sob acompanhamento por parte do governo. Eles estiveram em contato com pessoas contaminadas ou com suspeitas de terem sido infectadas pelo vírus. Além delas, mais de 20 mil casos foram confirmados até ontem e outros 23 mil são suspeitos.

Jamil Chade