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Jamil Chade


CBF testará "central do VAR" no Rio de Janeiro

Presidente da CBF Rogério Caboclo durante a premiação da final do Mundial Sub-17 - Alexandre Loureiro/CBF
Presidente da CBF Rogério Caboclo durante a premiação da final do Mundial Sub-17 Imagem: Alexandre Loureiro/CBF
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

12/02/2020 13h01

A cúpula da CBF estuda modificar a utilização do VAR no Brasil. Em declarações à coluna, o presidente da entidade máxima do futebol brasileiro, Rogério Caboclo, explicou que uma das opções sob consideração é a de criar uma espécie de "central VAR", que ficará no Rio de Janeiro.

Dali, todos os jogos serão monitorados e as decisões serão tomadas, com um contato direto com os árbitros em campo espalhados pelo país.

Hoje, cada uma das partidas conta com uma sala para os assistentes que administram e acompanham as imagens.

Um primeiro teste será realizado neste fim de semana, na disputa da Supercopa do Brasil entre o Flamengo e o Atlêtico Paranaense. O jogo ocorrerá em Brasília e a central do VAR ficará no Rio de Janeiro.

O modelo já é usado na Inglaterra e em Portugal. Mas, inicialmente, a ideia foi descartada pela CBF diante do tamanho do território nacional.

Caboclo, que está na Suíça para reuniões na Uefa, explicou que o plano de uma central único representaria um aumento no custo do sistema, já que exigiria conexões e estrutura de fibra óptica entre os estádios em diversas partes do Brasil e a sede no Rio de Janeiro. No ano passado, a entidade já gastou R$ 12 milhões.

"Estamos estudando fazer o VAR centralizado", disse. Num só local, os dez jogos da rodada do Campeonato Brasileiro seriam acompanhados. Isso permitirá maior coordenação e harmonização de decisões.

Caboclo, porém, destacou os avanços do sistema. "O Brasil é o país que mais pratica o VAR no mundo", disse. "São 460 jogos por ano. Não há como na7o melhorar e isso vai ocorrer rapidamente. A repetição faz com que os árbitros melhorem e que a tecnologia seja apurada. Temos uma tecnologia de ponta", disse.

"Na minha opinião, o VAR vai muito bem. A redução de erros é enorme", disse Caboclo. "Mas o fato é que sempre que falamos de arbitragem, vamos ouvir críticas ao árbitro. Quando tiver o VAR, vão criticar o VAR. E se tiver o sub-VAR, vão criticar o sub-VAR", afirmou.

"A arbitragem sempre vai criar polêmica. Não temos remédio para isso. Mas isso não é só o Brasil, é no mundo", disse.

O presidente da CBF ainda garante: "a arbitragem do Brasil não é pior que nenhum país super desenvolvido da Europa".

Jamil Chade