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Jamil Chade


OMS diz que não existem evidências contra Ibuprofeno, por enquanto

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

19/03/2020 06h55

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que não existem, por enquanto, evidências científicas de que pessoas contaminadas pelo coronavírus tenham registrado uma deterioração de suas condições de tomar Ibuprofeno e anti-inflamatórios.

Nos últimos dias, um debate foi estabelecido em relação ao remédio, com o governo da França sugerindo que o medicamento fosse abandonado por aqueles com sintomas. Uma suspeita é de que ele agravaria o quadro dos infectados. Num primeiro momento, a própria OMS indicou que, diante das incertezas, sugeria evitar o remédio.

Mas num comunicado emitido na manhã desta quinta-feira em Genebra, a entidade revê sua avaliação.

"A OMS está ciente das preocupações sobre o uso de anti-inflamatórios não esteróides (ou seja, ibuprofeno) para o tratamento da febre em pessoas com COVID-19.

Após uma rápida revisão da literatura, a OMS não tem conhecimento de dados clínicos ou populacionais publicados sobre este tópico.

Também estamos consultando médicos que tratam pacientes com COVID-19 e não temos conhecimento de relatos de quaisquer efeitos negativos do ibuprofeno, além dos habituais efeitos colaterais conhecidos que limitam seu uso em determinadas populações.

Atualmente, com base nas informações atualmente disponíveis, a OMS não recomenda ser contrário o uso do ibuprofeno".


O comunicado é assinado por Christian Lindmeier, porta-voz da OMS

Um dia antes, a Agência de Medicamentos da Europa também apontou que não existiam evidências contra o uso do produto.

Jamil Chade