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Jamil Chade

Explosão atinge embaixada brasileira em Beirute e residência de diplomatas

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

04/08/2020 15h01

Mesmo distante do porto, a embaixada do Brasil em Beirute foi danificada pela explosão na capital libanesa e pelo menos a residência de um dos diplomatas está inabitável depois dos acontecimentos. Mas nenhum funcionário teria sido ferido e, pelo menos por enquanto, não existem relatos de brasileiros em condições críticas.

De acordo com fontes do governo, os vidros da embaixada foram todos destruídos. Como a explosão ocorreu quando o expediente já tinha terminado, ninguém foi ferido. Um último funcionário tinha acabado de sair do local quando a explosão atingiu a sede da embaixada.

Cerca de três quilômetros do porto, a residência de um dos diplomatas brasileiros, Roberto Salone, também foi alvo de sérios danos e acabou destruída. Todas as janelas explodiram e, segundo os moradores, as portas "voaram".

De acordo com o diplomata, a sensação era de um terremoto. "Senti apenas uma enorme reverberação", disse o funcionário brasileiro em Beirute, instantes antes de ter sua residência destruída. "Vamos ver onde passaremos a noite hoje", afirmou. "(A casa) está inabitável", admitiu.

Já a fragata da Marinha brasileira que faz parte da missão da ONU para a estabilização do Líbano saiu intacta. O barco estava fora do porto e, naquele momento, navegando pelo mar Mediterrâneo.

Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou sobre a avaliação dos danos no prédio da embaixada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL