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Jamil Chade

Papa Francisco e Bento 16 recebem vacina

Covid-19: Todos devem ter acesso à vacina, não apenas os mais ricos, pede papa Francisco - Getty Images
Covid-19: Todos devem ter acesso à vacina, não apenas os mais ricos, pede papa Francisco Imagem: Getty Images
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

14/01/2021 08h57

Num gesto importante para a campanha pela imunização contra a covid-19, os dois papas que vivem no Vaticano foram vacinados nesta quinta-feira. Tanto o papa Francisco como o papa Emérito Bento 16 receberam suas primeiras doses, na Santa Sé.

"Posso confirmar que como parte do programa de vacinação do Estado da Cidade do Vaticano, a partir de hoje, a primeira dose da vacina Covid-19 foi administrada ao Papa Francisco e ao Papa Emérito", disse Matteo Bruni, diretor de imprensa da Santa Sé.

O argentino, de 84 anos, já havia anunciado no fim de semana que iria se vacinar. Numa entrevista, ele insistiu que a imunização era "uma ação ética, porque você está jogando com sua saúde, está jogando com sua vida, mas também está jogando com a vida dos outros". O Vaticano tinha começado a campanha um dia antes e os pontífices não tinham sido os primeiros a receber as doses.

Francisco, nos últimos dias, tem feito uma pressão política para que governos de países ricos não sejam os únicos a ter acesso à vacina. Nas entidades internacionais, ele instruiu seus diplomatas e representantes a defender o compartilhamento de doses de forma equitável pelo mundo.

Ao se posicionar dessa forma, o Vaticano ainda se encontrou em um campo oposto aos países europeus que, nas negociações internacionais, indicaram que são contrários à ideia de abrir mão das patentes da vacina.

No caso de sua campanha de vacinação, o Vaticano foi obrigado a comprar um refrigerador para as doses da vacina da Pfizer/BioNTech.

O site oficial do Vatican News ainda informou que o médico pessoal do papa, Fabrizio Soccorsi, havia morrido de complicações da COVID-19. Ele tinha 78 anos e estava internado para um tratamento contra um câncer.