Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
Uma missão nobre para o Partido Novo

Usufruindo do ensejo de o Partido Novo estar "cheio de amor para dar", desejando surpreender com algo inovador, em sua conduta com relação aos outros partidos, ele poderia contribuir significativamente para aliviar o Estado brasileiro. Estado que inflado na sua crença, ele aponta incansavelmente como gênese de nossos problemas políticos e econômicos.
Ou seja, está nas mãos do Novo uma missão extraordinária, que pode desencadear uma REVOLUÇÃO PACÍFICA, na história de nosso país.
O Novo pode lançar um MANIFESTO e COLHER assinaturas de empresários, sobretudo dos que se dizem identificados com as ideias liberais do partido para tornar o Estado Nacional mais leve:
No manifesto, os empresários se comprometerão a não mais pedir favores para o Estado.
Nem Refis, nem isenção fiscal, nem estímulos com renúncia fiscal, nem regimes tributários dirigidos, nem sinecuras que coloquem a empresa em vantagem com relação a outra semelhante do mesmo ramo.
Deverão cumprir a máxima da escola austríaca de que a concorrência perfeita é o caminho para que o cidadão tenha o melhor preço para consumo. O monopólio e o oligopólio serão evitados com veemência.
E que aqueles empresários, que hoje gozam de alguma ou algumas dessas vantagens, renunciarão a esse artifício maléfico, segundo o Novo, que sobrecarrega o Estado brasileiro, inflando-o, além do necessário.
Não é preciso efetuar autocrítica pelo passado, mas, apenas, comprometer-se a não realizar mais nenhuma atitude dessas no futuro, por pelo menos trinta anos. Corroborará para ajudar na recuperação fiscal do país.
Permitirá que sobre dinheiro dentro do Orçamento para atender, pelo menos, 16 milhões de brasileiros que vem em extrema pobreza, para a vergonha de todos nós. No mínimo.
Aproveitando o azo: quando o deputado Vinicius Poit vem à TV Jovem Pan e se diz tão febrilmente dedicado a doar a parte do Novo no Fundo Eleitoral à Bahia, numa demagogia velha e monumental, colhendo o momento difícil dos irmãos baianos, ele poderia resgatar no Fundo Eleitoral o que o Novo tem direito, gastar em despesas autorizadas pelo Fundo, que de fato está abusivo, e ressarcir as despesas por intermédio dos candidatos "pro rata", e assim ter o dinheiro em mãos para destiná-lo a quem queira.
Poit mostrou sofrimento com o fato de ter apresentado projeto nesse sentido e ser vetado pelos velhos partidos, resgatando o fundo a quem tem direito, ressarcindo e doando. Prescindirá dos malvados da "pérfida Albion nacional, Brasília" e seu Congresso anacrônico, conforme ele diz. Em vez de chorar, pode vender lenços, como dizem os liberais.
Não creio que a demagogia de Poit tenha sido com má intenção, ao que parece ele foi levado pelo voluntarismo e pela falta de conhecimento, mas tende a se corrigir para o bem da Bahia.
O Partido Novo está diante de uma grande oportunidade.
Recordando que o Novo já nos brindou com vários fatos velhos:
- imensa dissensão com o seu fundador, como nos velhos partidos;
- cancelamento da candidatura a prefeito por mentira no currículo, conforme alegado, na última eleição em SP.
- expulsão por supostos atos impróprios do ex-ministro, valente e intimorato, Ricardo Salles.
Nenhum fato desses, ajuda a inovar a política e ocorre em partido pequeno e quem tem uma ideologia definida, diferentemente dos outros, onde cabe qualquer um.
Portanto, o Novo nos deve algo novo.
E tem a oportunidade fazê-lo com esse manifesto dos empresários liberais, vez em sempre, "estatistas" na hora de solicitar vantagens. Há 521 anos não conseguimos.
Não creio que a ideologia do Novo seja o melhor caminho para o Brasil, nem o socialismo, nem o comunismo, todos apregoam regimes que não são os corretos para o desenvolvimento com distribuição de renda e um mínimo de dignidade humana para as pessoas, mas respeito que possam pregar suas respectivas ideologias, desde que dentro do regime democrático.
Dizem que os empresários liberais que não gostam de vantagens além da conta são só os que não as têm. É uma chance de desmentir esse maldoso e generalista adágio popular.
Para uma grande missão, um grande missionário.
O Novo tem a sua grande oportunidade.












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