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José Luiz Portella

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O Brasil vai ter onze partidos verdadeiros em 2023

3 fev. 2021 - Congresso Nacional  - Pedro França/Agência Senado
3 fev. 2021 - Congresso Nacional Imagem: Pedro França/Agência Senado
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José Luiz Portella

Sobre o Autor - Pós-doutorando em sociologia pela FFLCH-USP. Doutor em ciências- área história econômica Doutor em história econômica FFLCH-USP Engenheiro civil -especializado em gestão, orçamento e planejamento urbano; ocupou cargos públicos nos governos federal, estadual e municipal pesquisa medição do impacto das políticas públicas.

Colunista do UOL

29/05/2022 09h07

O Brasil vai fazer sua reforma partidária. Por fora, pela força da realidade.

Em 2006 o STF, ao analisar um recurso de partido menor, consagrou a miríade partidária, até hoje existente, com a alegação de que isso conferiria liberdade democrática.

O que se viu foi o aumento do balcão de negócios estabelecido por partidos sem expressão na base popular.

A reforma política, ao longo dos anos, não veio, por interesse dos políticos que galvanizaram o Poder, e dos pequenos partidos sem raiz popular.

Fontes bem alocadas no Congresso Nacional informam que a coisa vai mudar.

O sistema e as circunstâncias vão realizar a reforma partidária, parte da reforma política, de seu jeito.

O Brasil vai ter 11 partidos, com força real.

Quatro de esquerda:

.- Federação PT -PCdoB -PV

- Federação Rede - PSOL

- PSB

- PDT

Federações se tornam um único partido por tempo determinado.

Três de direita:

- PL

- PP

- Republicanos

e quatro de centro:

- Federação PSDB -Cidadania

- PSD

- União Brasil

- MDB

Esses partidos, conforme as estimativas deverão totalizar cerca de 90% do Congresso Nacional, retirando qualquer protagonismo dos outros partidos que restam.

Haverá cerca de 180 deputados de esquerda, 170 de direita e o restante de centro. Dos 513.

Se Lula ganhar faz maioria, um pouco acima da necessidade de votos para alterar a Constituição, se Bolsonaro vencer faz maioria pouco mais ampla do que Lula.

Lula e Bolsonaro farão maioria com a ajuda dos partidos de centro e mais deputados estrategicamente pinçados do outro lado e que se movem rapidamente para o Poder.

Será um Congresso com maioria governamental, mas sem garantia que o governo logre alcançar todas as mudanças que desejar fazer.

Políticos experientes dizem que eventual vitória de Bolsonaro, improvável, o levaria a alterar Constituição e se perpetuar no Poder.

Se Lula vencer, tudo indica, fará sua aposentadoria. Não teria condições de reeleição. Esquerda precisaria de novo líder, ainda não germinado.

A mudança reduzirá a instabilidade congressual, sem ainda corrigi-la integralmente. E vai consolidar a bipolarização esquerda - direita mais veementes, com o centro fornecendo a maioria colimada pelo governo.

Novo cenário partidário contribuirá para corporificação dos desafios de 2023, a incerteza e a dificuldade, somando-se aos problemas de Orçamento e mudança institucional que será buscada, tanto pelo PT, com mudança 180° ou com Bolsonaro desejando se perpetuar no Poder.

Isso deve se refletir na sociedade e no mercado financeiro de forma a complicar os respectivos pensamentos desiderativos. As fontes garantem que sim.