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Há 22 motivos para incluir EUA no veto a estrangeiros

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

20/03/2020 10h17

O governo decidiu vetar a entrada de estrangeiros que chegam ao Brasil de avião procedentes de países da Europa e da Ásia. Numa conjuntura acossada por uma pandemia de proporções surpreendentes e de consequências ainda insondáveis, o veto é uma providência tão desagradável quanto inevitável.

Entretanto, sempre que medidas drásticas têm que ser adotadas, não basta dizer coisas definitivas. É preciso definir muito bem as coisas. Por que o governo excluiu os Estados Unidos da lista?, eis a dúvida que precisa ser esclarecida.

Há duas semanas, o Planalto usou o coronavírus como pretexto para cancelar um par de viagens de Jair Bolsonaro a países da Europa. Manteve, porém, uma viagem aos Estados Unidos. Na volta, o avião presidencial trouxe junto o coronavírus.

Por enquanto, os contaminados da comitiva presidencial somam 22 passageiros. Portanto, o governo teria pelo menos 22 razões para brecar o ingresso de estrangeiros procedentes da nação presidida por Donald Trump.

Josias de Souza