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Postagens pedindo a morte de Bolsonaro aborrecem Carluxo: "Não terão êxito"

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

07/07/2020 03h59

Apontado como chefe do chamado gabinete do ódio, o vereador carioca Carlos Bolsonaro irritou-se com "a imensa quantidade de pessoas" que viu nas redes sociais "pedindo a morte" do presidente da República. Lamentou a ausência de reação dos "líderes dos outros Poderes". Absteve-se de citar nominalmente Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidentes do Supremo, da Câmara e do Senado.

Horas antes da manifestação de Carluxo, Jair Bolsonaro fizera um novo exame para saber se foi infectado pelo coronavírus. Estava febril. Sentira mal-estar. "Eu vim do hospital, fiz uma chapa do pulmão, tá limpo o pulmão", disse o presidente a apoiadores, no cercadinho do Alvorada. "Fui fazer exame do Covid agora há pouco, mas está tudo bem."

Para Carluxo, as postagens desejando a morte do seu pai deveriam ser "motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros Poderes." Espetou: "O que vemos novamente é a seletividade da indignação e ninguém chama os tais 'desumanos' de robôs. Não terão êxito!"

Josias de Souza