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Consolida-se na Saúde gestão híbrida: Bolzuello

Eduardo Pazuello é abraçado por Jair Bolsonaro durante sua posse na Saúde - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Eduardo Pazuello é abraçado por Jair Bolsonaro durante sua posse na Saúde Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

17/09/2020 11h16

A efetivação de Eduardo Pazuello no cargo de ministro, num instante em que o país contabiliza mais de 134 mil mortos por covid-19, marca a consolidação da gestão Bolzuello na pasta da Saúde. Bolzuello é um híbrido resultante da cruza do negacionismo do capitão Jair Bolsonaro com o servilismo do general Eduardo Pazuello.

Na gestão do ortopedista Henrique Mandetta, Bolsonaro pregava uma coisa, o ministro fazia o contrário. Na curta passagem do oncologista Nelson Teich, o presidente tomava decisões sem consultar o ministro. Com Bolzuello, atingiu-se o estágio da perfeição insignificante. Bolsonaro decide, Pazuello diz "amém".

Na cerimônia de posse do ex-interino, o presidente voltou a enaltecer os poderes curativos da cloroquina. Na prática, chamou cientistas, chefes de Estado e a população mundial de imbecis. Dispondo de um remédio capaz de deter o coronavírus, é incompreensível que o Brasil e o mundo tenham permitido a morte de mais de 900 mil infectados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL