PUBLICIDADE
Topo

PT teme sair da disputa de SP como sub-Boulos

Reprodução/Facebook/JilmarTattoSP
Imagem: Reprodução/Facebook/JilmarTattoSP
Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

27/09/2020 05h11

Em política, a morte é anterior a si mesma. Começa muito antes. É todo um lento, um suave processo. Ao lançar a candidatura de Jilmar Tatto à prefeitura de São Paulo, o PT aprofundou o buraco em que se meteu. O eleitorado paulistano começou a jogar terra em cima ao posicionar no Datafolha Guilherme Boulos (9%), do PSOL, à frente de Tatto (2%), disputando a terceira colocação com o ex-governador Márcio França (8%), do PSB.

O petismo inicia a campanha na capital paulista como se vivesse uma espécie de pesadelo do qual terá dificuldades de acordar. Receava ficar fora do segundo turno. Passou a temer a hipótese de sair das urnas paulistanas como um sub-Boulos. O aroma de desastre que exala da candidatura de Tatto desestimula a participação de Lula, o ex-carregador de postes.

O PT lançou mais de 1.600 candidatos a prefeito em todo o país. Não importa quantos conseguirão se eleger. Dissemina-se entre os petistas a convicção segundo a qual o partido não terá o que celebrar no final do ano se amargar em São Paulo um fiasco com potencial para se projetar sobre os planos para 2022. O petismo começa a se dar conta de que o seu futuro era muito melhor antigamente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL