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Josias de Souza

Doria: 'Buscaremos entendimento, antes de alternativa de ordem judicial'

Reprodução/Redes Sociais e Marcos Corrêa/PR
Imagem: Reprodução/Redes Sociais e Marcos Corrêa/PR
Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

21/10/2020 13h12

O governador de São Paulo, João Doria, disse que insistirá no entendimento com o governo federal para a produção da vacina CoronaVac. Mas não exclui a hipótese de recorrer judicialmente. Vão reproduzidas abaixo duas indagações que a coluna fez a Doria depois que Jair Bolsonaro desautorizou anúncio do ministro Eduardo Pazuello (Saúde) sobre a compra de 46 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac Biotech, testada no Brasil pelo Instituto Butantan.

— Existe a possibilidade de uma ação judicial para forçar a União a cumprir o preceito constitucional que assegura ao brasileiro o direito à saúde?, perguntou o repórter.

— Nós vamos buscar o entendimento, antes de buscar uma outra alternativa de ordem judicial. Vamos esgotar todas as possibilidades de entendimento. É difícil de acreditar que o presidente da República não queira o bem do seu povo, não queira a saúde dos brasileiros, e preservar vidas. Vamos tentar ao máximo, no limite, respondeu Doria.

— Haveria espaço para a formalização de um consórcio financeiro entre São Paulo e outros estados, para a fabricação de um número maior de doses da CoronaVac?

— Em relação ao consórcio, outros governadores já anunciaram que, se houver essa necessidade, eles farão. Isso já foi até manifestado no fórum de governadores.

Pazuello foi desautorizado por Bolsonaro menos de 24 horas depois de formalizar, em reunião filmada, a intenção do governo de adquirir a vacina a ser fabricada no Butantan. "Não será comprado", disse e repetiu o presidente na manhã desta quarta-feira.

Na véspera, Pazuello dissera ter assumido compromisso com o instituto vinculado ao governo de São Paulo: "O Butantan fez uma carta de licença de fabricação da vacina no Brasil e fabrica a vacina no Brasil, como fabrica as demais vacinas, então a vacina do Butantan será a vacina brasileira."

O ministro acrescentou: "Nós já fizemos uma carta em resposta ao ofício do Butantan, e essa carta ela é o compromisso da aquisição dessas vacinas que serão fabricadas até o início de janeiro, em torno de 46 milhões de doses, e essas vacinas servirão para nós iniciarmos a vacinação ainda em janeiro."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL