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Josias de Souza

Popularidade de Bolsonaro cai, mas sua taxa de insanidade continua em 100%

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

25/06/2021 10h04

De passagem pelo Rio Grande do Norte, onde promoveu um comício camuflado de cerimônia oficial, Bolsonaro atentou contra a saúde das crianças. Estimulou uma menina a baixar a máscara e arrancou o apetrecho do rosto de uma criança de colo. Os rivais costumam dizer que Bolsonaro sofre de insanidade. Não é verdade. O presidente aproveita cada segunda dela.

Quando foi infectado pelo coronavírus, Bolsonaro atingiu o platô da maluquice ao perseguir uma ema nos jardins do Alvorada, exibindo uma caixa de cloroquina para a ave. Numa evidência de que surfa uma nova onda de insânia, o capitão agora arranca máscaras de crianças que não dispõem da mesma agilidade exibida pela ema.

Alguém precisa trocar o medicamento do presidente. Já estava entendido que a cloroquina não tem serventia no tratamento da Covid. Descobre-se agora que é inútil também para quem precisa restaurar as faculdades mentais. A boa notícia é que, embora a popularidade do presidente esteja derretendo, sua taxa de insanidade não aumentou. Continua nos mesmos 100%. A má notícia é que os pais das crianças que tiverem contato com Bolsonaro terão de procurar psicólogos infantis.