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Bolsonaro promete bomba e explode um traque

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Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

28/01/2022 10h24

Num movimento coordenado, a máquina eletrônica do bolsonarismo passou a quinta-feira trombeteando nas redes sociais que Bolsonaro o explodiria uma bomba contra Lula em sua live da noite de quinta-feira. Era propaganda enganosa.

Com o auxilio luxuoso do presidente do BNDES, Bolsonaro apresentou dados requentados sobre escândalos antigos do BNDES. Um traque.

Até as estantes da biblioteca do Alvorada sabem que, nos governos de Lula e Dilma, o BNDES especializou-se em conceder empréstimos a empresas e ditaduras companheiras. Produziu escândalos como o da JBS e calotes como os de Cuba e Venezuela.

Na campanha de 2018, Bolsonaro disse que abriria uma caixa-preta que, na verdade, já havia sido escancarada. Na Presidência, demitiu numa entrevista do cercadinho o presidente do BNDES, Joaquim Levy. Alegou que ele demorava a abrir a inexistente caixa preta.

Bolsonaro chega ao último ano de sua gestão disparando tiros de festim ao lado de Gustavo Montezano, um amigo de infância dos filhos que ele recrutou para o lugar de Levy.

A certa altura, o capitão reconheceu que não há mesmo caixa-preta a ser aberta. E admitiu que as transações ruinosas do BNDES foram trançadas dentro da lei, com aval legislativo. O único punido foi o Estado, que ficou com o calote.

Bolsonaro disse que a terceira eleição de Lula seria como o retorno de um criminoso à cena do crime. Estrela de processos que correm no STF e no TSE, alvo de uma penca de indiciamentos na CPI da Covid, Bolsonaro é entendido na matéria criminal. Melhor não discutir com um especialista.