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Josias de Souza

Lula lança candidatura sob cobranças para dar prioridade à crise econômica

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Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

06/05/2022 09h51

Um dos operadores da campanha presidencial do Partido dos Trabalhadores, amigo do candidato petista, explica de forma didática o que se espera do ato de lançamento oficial da chapa Lula-Alckmin, neste sábado. "Chegou a hora de incluirmos o golpe e a arma no nosso discurso de campanha. É preciso alardear o golpe que a inflação de Bolsonaro aplica na geladeira dos brasileiros. É prioritário esclarecer que a arma contra a carestia e o desemprego é o crescimento econômico. Algo que Bolsonaro não é capaz de prover."

Incomodados com o discurso errático de Lula, integrantes da cúpula dos partidos aliados e do próprio PT enxergam a crise econômica como principal calcanhar de vidro de Bolsonaro. Avaliam que esse tema é tão prioritário quanto a pregação sobre o risco que o adversário representa à democracia.

Lula recebeu um discurso por escrito. O texto injeta na retórica do lançamento da candidatura temas como a carestia e o endividamento dos brasileiros. Menciona o estímulo ao empreendedorismo. Fala sobre família e religião. Acena com a pacificação nacional.

Lula não costuma enjaular sua retórica em discursos escritos. Gosta do improviso. Mas foi alertado de que, na era das redes sociais, deslizes verbais viram memes na internet em poucos minutos. E o meme é uma especialidade do bolsonarismo. O que se deseja é que Lula discurse para os não convertidos, desviando das cascas de banana.

A sonoplastia do ato inclui o hino nacional. A cenografia contém a bandeira nacional. O vermelho do PT será diluído numa decoração que inclui o verde e amarelo. É como se os organizadores da festa do PT tentassem inibir as maquinações de Bolsonaro, limitando o fornecimento de material para a contrapropaganda.