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Josias de Souza

Desfecho da sucessão no 1º turno é improvável

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Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

11/05/2022 10h08

Somando-se os percentuais de votos atribuídos pela pesquisa Genial/Quaest a Lula (46%) e a Bolsonaro (29%), chega-se a um percentual de 75% das intenções de voto. A cinco meses da eleição, fica evidente que há poucas, muito poucas, pouquíssimas chances de surgir um terceiro candidato capaz de subir como um foguete para mudar os rumos da disputa.

Pesquisas como essa fazem ressurgir no PT o sonho de uma vitória no primeiro turno, pois a soma dos percentuais atribuídos a todos os outros candidatos (44%) está abaixo do índice amealhado por Lula (46?). O diabo é que a diferença de dois pontos está dentro da margem de erro. E do outro lado está Bolsonaro, um presidente que dispõe da máquina do Estado e já deixou evidente que não hesitará em utilizá-la.

Portanto, a perspectiva nesse momento ainda é de uma disputa em dois turnos, com Lula e Bolsonaro medindo forças na rodada final. Ciro Gomes, com seus 7%, precisaria roubar votos dos líderes para ter alguma chance.

Ciro vem atacando os dois. É improvável que seduza eleitores de Bolsonaro. A hipótese de retirar votos do rival petista diminui na proporção direta do aumento da percepção de que Lula reúne mais chances de evitar a reeleição do capitão.

Quanto a João Doria (3%) e Simone Tebet (1%), antes de atrair eleitores, precisariam convencer seus partidos, o PSDB e o MDB, de que são presidenciáveis, não estorvos.

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