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Candidatura de Simone Tebet faz bem à eleição

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Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

25/05/2022 11h37

Simone Tebet dizia que a terceira via não subia nas pesquisas porque faltava "um rosto" que identificasse o grupo. A senadora teve a candidatura avalizada pela cúpula do seu partido, o MDB. Foi referendada também pela unanimidade da Executiva do Cidadania. Embora o PSDB continue exibindo sua divisão em cima do muro, não são negligenciáveis as chances de que o tucanato, agora sem João Doria, desça do lado de Simone, indicando o vice na chapa do MDB. Isso faz de Simone a cara da terceira via. Faltam os votos.

Debutante em eleição presidencial, Simone Tebet entra na briga com 1% das intenções de voto. Terá de transpor muitos obstáculos: atrair os tucanos ainda recalcitrantes, driblar os conspiradores do MDB, colocar em pé algo que se pareça com um programa de governo, aparecer o bastante para que o eleitorado comece a notá-la de tal forma que seu partido não possa ignorá-la na convenção a ser realizada em julho.

Ainda não se sabe se Simone Tebet irá até o fim. Mas é possível dizer que sua presença na disputa traz um sentimento parecido com o que é descrito no Soneto da Fidelidade, de Vinicius de Moraes. Talvez não seja uma candidatura imortal, posto que é do traiçoeiro MDB. Mas que seja infinita enquanto dure.

A presença de um contraponto feminino numa disputa liderada por um candidato que imagina que pode prevalecer no primeiro turno e outro que já se considera com os dois pés no segundo turno faz bem à democracia. O Brasil não termina em 2022. Ainda que Simone não tenha condições de vencer a eleição, é útil que o brasileiro conheça pessoas que possam ser apresentar como alternativas para o futuro.

Assim, seria bom se Simone Tebet conseguisse se firmar como candidata. Do mesmo modo, é útil que Ciro Gomes se mantenha na disputa, para que o eleitorado possa testemunhar um mínimo de debate numa campanha marcada pela inanição de ideias.