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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Veja quem são os candidatos a procurador-geral da República

Aras foi o primeiro PGR desde 2003 que não figurou na lista tríplice da ANPR - TSE
Aras foi o primeiro PGR desde 2003 que não figurou na lista tríplice da ANPR Imagem: TSE
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

28/05/2021 17h59

O prazo para os candidatos à eleição da lista tríplice para sucessão do procurador-geral da República encerra hoje. A eleição é organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a coluna apurou que já estão inscritos na disputa os subprocuradores Nicolao Dino, Mário Bonsaglia e Luiza Frischeisen.

Os três que já estão inscritos concorreram anteriormente. Na última eleição, em 2019, Bonsaglia foi o mais votado. A subprocuradora Luiza Frischeisen foi a segunda mais votada. Outros nomes podem surgir até o fim do prazo no fim da noite.

De 2003 até 2019, os presidentes da República tinham mantido a tradição de nomear um dos integrantes da lista da associação para o cargo de procurador-geral. O presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro a romper a tradição ao escolher Augusto Aras para o cargo de procurador-geral sem que ele tivesse integrado a lista.

A nomeação com base à lista tríplice não é prevista em lei, mas é defendida no MPF como uma forma de dar independência à instituição. Por isso, o presidente não é obrigado a seguir a lista. Poderão concorrer os membros do Ministério Público Federal (MPF) em atividade, maiores de 35 anos. A eleição este ano será no dia 22 de junho.