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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

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Bolsonaro recebe advogada de Flávio para agradecer após decisão do STJ

Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

09/11/2021 19h39

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta terça-feira (9) a advogada Luciana Pires junto com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O encontro ocorreu logo depois do julgamento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em que foram anuladas todas as medidas cautelares da investigação do filho mais velho do presidente.

"Agradeceu o trabalho e dedicação. Não há nada mais importante que o reconhecimento", afirmou Luciana Pires, à coluna.

A 5ª Turma do STJ por 4 votos a 1 decidiu acolher os embargos apresentados pela defesa de Flávio em uma decisão anterior. Os advogados de Flávio, Luciana Pires, Rodrigo Roca, Juliana Bierrenbach, fizeram um habeas corpus pedindo que o STJ anulasse todas as decisões do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do TJ-RJ.

Para a defesa, como o TJ-RJ já tinha reconhecido o direito de Flávio a foro especial e tirado o caso da primeira instância, as decisões do juiz anterior também deviam ser anuladas. A decisão do TJ-RJ foi em junho do ano passado.

Em março, a 5ª Turma tinha decidido por 3 a 2 não conceder o HC. Hoje, ao analisar os embargos da defesa, mudou de opinião porque o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu reconhecer mandatos cruzados em um caso mais recente este ano.

Com a decisão de hoje, é como se o caso de Flávio volta ao estágio em que estava em abril de 2019, antes do pedido de quebra de sigilo do senador e dos demais investigados.