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Eleições nos EUA começam hoje com voto antecipado em 4 estados

O democrata Joe Biden (à esquerda) e o republicano Donald Trump, que disputam a corrida presidencial norte-americana - BBC
O democrata Joe Biden (à esquerda) e o republicano Donald Trump, que disputam a corrida presidencial norte-americana Imagem: BBC
Kennedy Alencar

O jornalista Kennedy Alencar é correspondente e comentarista da rádio CBN em Washington. Começou sua carreira em 1990 na “Folha de S.Paulo”, onde foi redator, repórter, editor da coluna “Painel” e enviado especial às guerras do Kosovo e Afeganistão. É autor do livro “Kosovo, a Guerra dos Covardes” (editora DBA). Na RedeTV!, apresentou durante cinco anos o programa de entrevistas “É Notícia” e mediou os debates presidenciais de 2010 e municipais de 2012. Estreou como comentarista da rádio CBN em 2011. Criou o "Blog do Kennedy" em 2013. Trabalhou no SBT entre 2014 e 2017. É produtor-executivo e roteirista do documentário “What Happened to Brazil”, realizado para a BBC World News. Com uma versão em português intitulada “Brasil em Transe”, o documentário retrata a crise que começa nas manifestações de junho de 2013, passa pelo impacto da Lava Jato e do impeachment de Dilma na política e na economia e resulta na eleição de Bolsonaro.

Colunista do UOL

18/09/2020 15h02

As eleições americanas começaram nesta sexta-feira, 18 de setembro, dia com votação antecipada em quatro estados: Minnesota, Dakota do Sul, Virgínia e Wyoming.

As eleições estão marcadas para 3 de novembro, quando eleitores comparecerão às urnas na primeira terça-feira daquele mês.

Mas a legislação americana prevê outras duas formas de votação: via correio e ida antecipada a algumas seções eleitorais. O Distrito de Columbia, onde fica Washington, e 44 dos 50 estados permitem o voto antecipado ("early voting" em inglês).

Como cada estado tem uma legislação eleitoral própria, as datas de início da votação variam de um para outro. Amanhã, sábado, 19 de setembro, outros dois estados começarão a permitir votos antecipados: Michigan e Nova Jérsei.

Nesta sexta, as atenções do presidente Donald Trump e do principal rival, o democrata Joe Biden, estão voltadas para Minnesota, um dos 13 estados decisivos para formar maioria no Colégio Eleitoral. Trump e Biden farão atos de campanha em Minnesota neste primeiro dia de voto antecipado.

De acordo com a média das pesquisas do site "Real Clear Politics", Biden tem 10,2 pontos percentuais de vantagem sobre Trump em Minnesota. O placar é de 51,6% a 41,4%.

Esses números indicam um páreo duro para Trump conseguir os 10 delegados do estado no Colégio Eleitoral, mas ele perdeu lá para Hillary Clinton em 2016 por apenas 1,5 ponto percentual. Ela teve 46,4% dos votos contra 44,9% do atual presidente.

Nos outros três estados com votação hoje, a Virgínia é tida como outra unidade da Federação que oscila nas disputas presidenciais. Mas a vantagem de Biden é maior ainda do que em Minnesota. Na média das pesquisas, o democrata tem 53% contra 39% do republicano _diferença de 14 pontos percentuais. Parece difícil que ocorra virada de Trump na Virgínia, que detém 13 delegados no Colégio Eleitoral.

Poucas pesquisas foram feitas na Dakota do Sul, estado com 3 votos no Colégio Eleitoral no qual Trump deve ganhar de lavada. Segundo a revista britânica "The Economist", o republicano tem 60,7% contra 39,3%.

Com 3 votos no Colégio Eleitoral, Wyoming é outra fortaleza trumpista. Também são raras as pesquisas no estado. "The Economist" faz projeção que dá 70,7% para Trump contra 29,3% de Biden.

A batalha no estado do Michigan será mais interessante. Trump venceu lá por margem estreita em 2016. Bateu Hillary por apenas 0,23 ponto percentual _47,5% contra 47,27% dos votos. Importante para o Colégio Eleitoral com seus 16 delegados, Michigan é um dos 13 estados-pêndulo. Deu vitória a Obama em 2008 e 2012.

Agora, Biden lidera lá com vantagem de 4,8 ponto percentual na média das pesquisas do "Real Clear Politics". Placar de 47,8% contra 43% de Trump.

Nova Jérsei, que terá votação antecipada a partir de amanhã, são favas contadas para o democrata. Biden marca 55% contra 38% na média das pesquisas do site "270ToWin" (270ParaGanhar em português).

Como as eleições são indiretas nos EUA, não basta ganhar no voto popular, mas vencer nos estados decisivos para formar maioria no Colégio Eleitoral, no qual é preciso maioria absoluta (270 dos 538 votos) para conquistar a Casa Branca. Trump perdeu para Hillary no voto nacional em 2016, mas a derrotou no Colégio Eleitoral.

Correção: Obama venceu no estado de Michigan nas eleições presidenciais de 2008 e 2012, não em 2016, ano em que Trump derrotou Hillary Clinton lá.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.