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Leonardo Sakamoto

Protesto contra Bolsonaro na Austrália antecede jogo da seleção feminina

Brasileiras organizam protesto contra Bolsonaro em jogo da seleção feminina de futebol na Austrália - Gabriela Ortega
Brasileiras organizam protesto contra Bolsonaro em jogo da seleção feminina de futebol na Austrália Imagem: Gabriela Ortega
Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em países como Timor Leste e Angola e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). Diretor da ONG Repórter Brasil, foi conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020) e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), ?Escravidão Contemporânea? (2020), entre outros livros.

Colunista do UOL

23/10/2021 06h57

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro organizado por um grupo de 30 brasileiras antecedeu o jogo amistoso da seleção feminina de futebol contra a Austrália. Uniformizadas com camisetas "Fora, Bolsonaro", elas fizeram bastante barulho e chamaram a atenção de quem foi ao Commbank Stadium, em Sydney, na manhã deste sábado (23) - horário de Brasília

"Foi uma ideia coletiva de várias mulheres. Estávamos nos organizando para uma manifestação contra Bolsonaro, porém a variante Delta entrou na Austrália e ficamos em lockdown. Esse jogo está sendo um dos primeiros momentos a envolver bastante gente, e sobretudo muitos brasileiros", afirma a arquiteta Gabriela Ortega, moradora em Sydney.

"O intuito foi fazer algo que mostrasse o repúdio das brasileiras que estão aqui com o governo brasileiro", explica.

Enquanto o Brasil ostenta uma taxa de 284,26 mortes a cada 100 mil habitantes, a Austrália apresenta 6,24 mortes por 100 mil habitantes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde.

O país da Oceania adotou rígidos lockdowns, restringindo as atividades mesmo em grandes cidades, como Sydney e Melbourne. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou medidas de isolamento social, tentando minar esforços de governadores e prefeitos que estabeleceram quarentenas para tentar frear o avanço do coronavírus.

A CPI da Covid, cujo relatório final foi lido nesta semana, aponta que Bolsonaro agiu deliberadamente para contaminar a população, sob a falsa crença que isso levaria a uma proteção coletiva. E empurrou cloroquina e ivermectina, remédios ineficazes para a covid-19, prometendo uma cura inexistente a quem voltasse ao trabalho.